Tema Actual
100 anos de república em Portugal

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A pedido de muitas famílias, a do Carlos principalmente, agradeço imenso o apoio da tua tia, e tenho que lhe agradecer, aspecto a acrescentar na minha agenda, venho declarar, ainda que a meio gás, ou melhor, visto que somos cinco, a 40% do gás, o recomeço deste fantástico inerte por meses, blogue sobre coisas da vida quotidiana que os "jóves" portugueses normalmente não pensam nem falam, nem que seja sobre uma profunda incompreensão sobre o tema, assim sendo, espero que isto siga o seu caminho daqui para frente como algo que sirva para desabafar sobre coisas que na nossa sociedade foram absolvidas por um estranho fenómeno semelhante à PIDE que se entranhou na nossa sociedade juvenil e pré-adulta.
Segunda será então a altura do Carlos publicar qualquer coisa referente ao assunto, mas se quiserem poderá ser mudada a calendarização.
Com isto me despeço, cordiais cumprimentos.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Recomeço

Querem recomeçar a actividade regular do blog? Se sim dêem ideias para o tema e para quando começar, talvez esta segunda não era mau pensado.
Beijinhos.
Sem mais nem menos.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Tema Semana 5

O estado do tempo.

Mais um tema controverso neste bonito blogue. Num blogue sobre a actualidade, que tema mais actual do que este? Todos os dias é diferente, todos os dias dá azo a uma vasta discussão, ou simplesmente um bom desbloqueador de conversa num silêncio incómodo. Portanto vamos falar disso sem complexos e tabus.

Força nesses dedos, amigos!

domingo, 3 de maio de 2009

tema semana 4

Eutanásia

Um tema definido como controverso. No entanto, apesar da minha posição, começo a achar que as gerações mais jovens começam a chegar a um consenso.
É uma temática que mexe com vários conceitos, estilos de vida e, posições perante a vida. Não é uma questão de dizer que Sim ou que Não. Implica questionar a nossa relação com a morte, lidar com situações bastante específicas, a medicina e o seu poder sobre os indivíduos, as crenças que cada um desenvolve, o meio em que estamos inseridos, as mentalidades criadas e, cada vez mais trata-se de uma questão política. Assistimos a uma questão que começa a ser abertamente discutida e, as posições actuais a ser questionadas.
Estando em pleno ponto de ebulição, é um ponto a discutir.

http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1172577

Speak out !

Sondagem dos próximos temas

Os temas das próximas semanas serão os sugeridos pelos membros do blog e, seguirão uma ordem de acordo com o número de votos.
Quem sugeriu o tema da semana em questão, faz um post inicial como temos feito até agora sobre o seu tema.

Ficam então os resultados !

Eutanásia - Semana 4 a 10 de Maio
O Estado do Tempo - Semana 11 a 17 de Maio
Impacto directo da Crise nos Jovens - Semana 18 a 24 de Maio
O (Santo) Nuno Álvares Pereira - Semana 25 a 31 de Maio

Essa coisa tão simples: liberdade

Miguel Sousa Tavares

Passam hoje 35 anos sobre a tal inesquecível madrugada libertadora. Como de costume, o regime vai assinalar a data com umas quantas cerimónias, públicas e particulares, sempre previsíveis, sempre obrigatórias e sempre destituídas de sentido. O Presidente da República vai fazer o habitual discurso na Assembleia, em que tudo o que interessa é ler nas entrelinhas se ele ataca ou não ataca o Governo em funções - conforme é tradição da data; o PCP e a extrema-esquerda vão desfilar por aí, jurando que "Abril está por cumprir"; e o coronel Vasco Lourenço, em representação dos militares do 25 de Abril, vai destilar o seu habitual azedume contra os 'políticos' e insinuar que, se for preciso, eles são capazes de voltar a pegar em armas e acabar "o que ficou inacabado". Há muito que defendo que a memória dessa luminosa manhã de liberdade deveria deixar de ser comemorada - pelo menos, assim -, como forma de preservar a sua dignidade. O passado é um país distante e a sua revisitação, a tentativa de reinventar um dia feliz vivido lá atrás, acaba sempre por ter um sabor amargo, a mofo.

Além de que esta sessão anual de lamúrias públicas não tem razão de ser: o 25 de Abril foi cumprido, tanto quanto o podia ser. Os três D foram cumpridos. Democratizámos, mas a democracia - numa nação que nunca teve a liberdade como o primeiro e absoluto dos valores - não é muito mais do que isto. Descolonizámos - tarde e mal, e mal porque tarde -, mas cumprimos o princípio essencial de devolver o que não era nosso e que só as circunstâncias históricas (sem dúvida motivo de orgulho) nos tinham provisoriamente confiado. E desenvolvemo-nos: sim, desenvolvemo-nos. Só quem não viveu ou não se lembra do que era o Portugal de 1974, só quem não viu, por exemplo, a série de programas de António Barreto na RTP, é que pode ainda ter dúvidas sobre isso. O Portugal de hoje não tem nada, rigorosamente nada, a ver com o Portugal do Estado Novo - miserável, ignorante, de mão estendida e espinha curvada. Acontece é que nunca estamos satisfeitos, achámos que a liberdade era o direito de tudo reclamar, todos os direitos sem nenhuns deveres, a Europa e o mundo fascinados a nossos pés, pagando eternamente pelo espectáculo da nossa liberdade e do cravo na lapela, e nós encostados aos subsídios e às facilidades sem termos de nos cansar. Hélas!, não é assim que se constroem as nações que vão à frente!

Podíamos, ao menos, ter-nos entendido, de uma vez por todas, sobre o essencial desse dia distante: a liberdade. Mas nem isso. Basta ver como, hoje ainda, os próprios militares de Abril estão divididos, para perceber como essa coisa aparentemente tão simples que é a ideia de liberdade continua a dividir uma nação que nunca, verdadeiramente, a amou, respeitou ou se bateu por ela. Na semana em que Otelo foi promovido a coronel, com efeitos retroactivos, Jaime Neves foi promovido a general, e a Associação dos Militares de Abril amuou por causa desta última. Não perceberam que o que aconteceu em determinado momento não pode ser apagado da história pelos momentos supervenientes, seja de que lado for: que a liberdade se ficou a dever, primeiro, a Salgueiro Maia e Otelo, e, depois, a Eanes e Jaime Neves.

O "bota-abaixo", como diz José Sócrates, é o que nós achamos de mais próximo à liberdade: poder dizer livremente mal de todos os 'políticos', depois de cinquenta anos em que ninguém se atrevia sequer a dizê-lo à própria sombra. Tornar o simples exercício do poder e a correspondente exposição pública uma oportunidade para o fartar vilanagem, que confundimos com coragem. Não digo, antes pelo contrário, que os políticos sejam melhores hoje do que eram há dez, vinte ou trinta anos: aqui, na Europa, no resto do planeta. Digo é que, quando acontece alguém chegar à política movido pelo sentido de serviço público e pela vontade de transformar as coisas, ele é tranquilamente cilindrado como os outros, com a leveza de um Vasco Lourenço discorrendo sobre o país ou de um qualquer 'corajoso', insultando, anónima e impunemente, nos blogues do mundo fácil de governar da net.

Não devíamos, assim, queixar-nos ou admirar-nos se os melhores desistem e se os piores regressam, no vazio criado. Para desgraça nossa - e com o nosso voto! -, Santana Lopes vai, muito provavelmente, regressar ao governo de Lisboa, depois de ter deixado a cidade e o país de pantanas. Mas quem quer verdadeiramente preocupar-se em escrutinar o que foi o seu desgoverno passado? As pessoas ficam-se pela espuma das coisas - o túnel do Marquês - e nem querem saber do resto, se o homem é apenas um genial mestre da sedução sem causa nobre. E a senhora que o escolheu - Manuela Ferreira Leite - desdenhou, para encabeçar a lista do PSD às europeias, alguém como Marques Mendes, dos raros que quiseram moralizar as coisas, pagou por isso e se afastou tranquilamente. Devíamos, sim, pensar que Paulo Rangel, o cabeça-de-lista do PSD às europeias, e Nuno Melo, o do PP, são dois excelentes deputados, dos poucos que fazem a diferença, e que os respectivos partidos afastam do Parlamento para esse doirado exílio europeu, onde habitam sumidades políticas como Edite Estrela ou Deus Pinheiro. Devíamos pensar, pior ainda, por que razão desistem eles próprios e tão rapidamente de uma batalha onde farão falta.

Já aqui escrevi, há quinze dias, sobre o que penso do caso Freeport e da posição em que ele coloca José Sócrates. Escrevi que, pessoalmente, acredito na sua inocência, mas não abdico de ver tudo esclarecido, sem margem para qualquer dúvida. O que eu não entendo é a leviandade de tudo isto: um homem é publicamente suspeito do pior dos crimes políticos e a coisa arrasta-se, meses, anos, em fogo lento, sem que ele seja ilibado ou acusado e tendo ainda de governar o país e enfrentar eleições sob esse peso. Não pode desistir, porque seria como que uma confissão de culpa; não pode continuar em igualdade de circunstâncias com os seus adversários políticos, porque há sempre essa terrível suspeita pendente sobre ele. Não pode ficar quieto e calado, porque alimenta as suspeitas; não se pode defender, porque é uma 'ameaça' e uma 'pressão'. O que pode um cidadão, que tem o azar de ser primeiro-ministro de Portugal, fazer num caso destes e enquanto espera que a Justiça cumpra o seu papel?

Há um tipo - que tem o mesmo apelido que eu e que escreve semanalmente no "DN", onde se especializou na ofensa fácil - que escreveu que Sócrates falar de moral é o mesmo que Cicciolina falar de virtude, ou coisa que o valha. O cidadão José Sócrates, sentindo-se ofendido (como qualquer um de nós se sentiria), põe um processo ao ofensor. Tem esse direito? Não: é o primeiro-ministro a intimidar um 'jornalista'. E o 'jornalista' vira mártir da liberdade de imprensa na praça pública. Fala-se em "ameaças intoleráveis", da liberdade em risco, da heróica e antiquíssima luta da imprensa contra o poder, do "jornalismo de investigação" contra as pressões políticas.

Liberdade? De imprensa? Ora, vão pastar caracóis para o Sara! Eles sabem lá o que é a liberdade! Sabem lá o que isso custa a ganhar!

Venha o 25 de Abril, sempre! Mas, por favor, não o comemorem nem o invoquem mais, antes que isto vire fantochada!

Bem, como se vê este texto não é meu, talvez falta de originalidade não ter escrito nada, mas concordei em grande parte com este texto, principalmente com o relacionamento que a população de agora tem com o passado 25 Abril e os seus conceitos de livre expressão e liberdade. Peço desculpa.

sábado, 2 de maio de 2009

A Censura em Portugal

Cronologia:

1451 - É conhecido o primeiro vestígio de censura, D. Afonso V manda queimar as obras de John Wycliffe e de Jan Hus.
1536 - É iniciada uma censura regulada pelo Tribunal do Santo Ofício derivada da supremacia da Inquisição.
1768 - Criação do Regimento da Real Mesa Censória (Inspecção de bibliotecas e livrarias; eram proibidas ideias supersticiosas, ateias e hereges)
1787 - A censura começou a ser regulada pela Mesa da Comissão Geral sobre o Exame e Censura dos Livros (Jurisdição é alargada a todo o Império Português)
1793 - A Inquisição volta a sobrepôr-se no poder, restabelecendo-se a regulação à Mesa Censória
1822 - É estabelecida a liberdade de expressão
1823 - D. João VI restabelece a censura prévia, estabelecendo a necessidade de uma licensa régia para entrar no país, para regular a informação que entrava no território. Órgão regulador da Censura: Censura do Desembargo do Paço.
1826 - É restabelecida a liberdade de expressão na Carta Constitucional, no entanto continua a existir a monitorização da imprensa periódica através da Comissão de Censura.
1834 - A Censura prévia é abolida, mas está estipulado que existiram sanções para quem lesar a Religião Católica Romana, o Estado e, os bons costumes.
1866 - Abolição das cauções e sanções à imprensa periódica.
1896 - É estipulada a apreensão das formas de expressão que lesassem as instituições monárquicas.
1907 - João Franco proíbe a expressão que atente à ordem e à segurança pública.
1908 - D.Manuel II revoga a lei anterior mas mantém uma monitorização sobre a imprensa.
1910 - Implantação da República e a restituição da liberdade de expressão.
1912 - Devido à dificuldade de implementação do novo regime, o governo republicano impõe medidas de apreensão de publicações mediante os casos (Estava proíbida a Pornografia, o ultraje da instituição republicana e, a segurança do estado; incluíndo os de origem religiosa)
1926 - É permitida a crítica e discussão de assuntos políticos e sociais de modo a esclarecer e preparar a opnião para as reformas necessárias.
1933 - É estabelecida a liberdade de pensamento mas regulada por leis especiais (censura) na Constituição.
1976 - É instituída a liberdade de expressão, informação e imprensa.

Em 1933 é apresentada oficialmente a única justificação na história portuguesa para a aplicação da Censura, estando disposto no artigo 3º da Constituição da República como uma maneira de 'impedir a perversão da opinião pública na sua função de força social e deverá ser exercida por forma a defendê-la de todos os factores que a desorientem contra a verdade, a justiça, a moral, a boa administração e o bem comum, e a evitar que sejam atacados os princípios fundamentais da organização da sociedade'. Para o Governo estes conceitos eram definidos por si, isto porque Salazar acreditava que os indíviduos actuam em prol dos seus interesses individuais, enquanto que a sociedade deveria ser regulada apenas por um, o estipulado pelo Governo.

Tendo em consideração toda esta informação, o meu objectivo era só um: adaptar um acontecimento a um contexto abrangente. Para mim, a maior mudança foi a vitória pelo direito dos portugueses à liberdade de expressão. Não é uma questão de um regime ditatorial, mas de uma evolução, do fim de uma opressão que ocorria há séculos, que praticamente nunca deixou os portugueses expandir a sua capacidade crítica. Esse é o meu ponto de comemoração do 25 de Abril, que infelizmente vejo um Portugal inteiro a celebrá-lo, mas não a agradecê-lo. Uma luta tão prolongada deveria dar espaço a um aprofundamento ainda maior que qualquer outra sociedade da nossa capacidade crítica e intelectual. No entanto, vejo a crítica fácil, não fundamentada, palavras soltas decorrentes de um estado crónico de conformismo. Por isso, participo neste blog e, lamento a partida de dois elementos deste blog, e agradeço a futura colaboração de outros elemtnos, visto que este é um ponto de encontro que procura a evolução crítica, a discussão de pontos de vista, a nível social e político, uma barreira que os nossos antepassados passaram anos a tentar derrubar. E, apesar desta lamechice final, queria também mostrar um ponto muito importante, que é um erro comum, não foi Salazar que estabeleceu a censura, ela já vinha de muitos e muitos anos, mas a ignorância e mais uma vez, a crítica fácil são obstáculos à melhor compreensão e à nossa melhor actuação.

Por último, deixo um exemplo da marca do Lápis Azul, o instrumento português de censura.



sexta-feira, 1 de maio de 2009

Liberdade

Mais do que a passagem de um regime ditatorial para uma democracia, o 25 de Abril de 1974 simboliza o término de todas as mortes, torturas e prisões provocadas por leis sem sentido e praticadas por uma polícia secreta; o final de uma guerra sem sentido que nem devia ter começado por razões óbvias; a libertação de um povo reprimido.
Eu imagino o Estado Novo como imagino a Idade Média, num ambiente escuro, povo liderado por tiranos retrógrados e criminosos, sociedades baseadas na religião em que a ignorância é sagrada. Não podes dizer o que pensas, nem pensar o que pensas, porque simplesmente não pensas, segues.
Hoje em dia, jovens como nós que nasceram depois desta data, não têm noção das diferenças entre as duas épocas, mas temos a certeza que podemos levantar a nossa voz em protesto, temos a possibilidade de ser do contra, crítico, céptico em relação a tudo na nossa vida. Nós temos o direito à nossa liberdade, cada um usa-a como bem entender, é livre.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Revolução dos Cravos.


Não estive lá nesse dia, Mas a visualização que obtenho na minha mente, é a de um bando de comunas a gritar Liberdade rua fora.

Eu não sei até que ponto, esta liberdade "imposta", é boa.

(Digo "imposta", só para os senhores militares acharem que fizeram uma grande coisa. Isto porque não houve muita resistência por parte do Governo, em relação ao golpe de Estado.)


Continuando...

Eu também não vivi durante o Estado Novo, sob o poder de Salazar ou de Marcello Caetano, mas gostava de ter visto e tentar perceber porque é que as pessoas se queixam.


Tenho ideia que dantes era tudo mais calmo, as pessoas mais humildes. Não havia medo de sair à rua (a não ser aqueles que temessem algo), sempre houve crise, mas houve muitas melhorias nessa época.

Actualmente, é um perigo andar na rua, temos medo de encontrar, sem querer ofender ninguém, os tais pretos, brasileiros, ciganos, etc...

Mas pegando de novo no tema Liberdade, não sei até que ponto isto é bom.
Sim, toda a gente deve ter o direito de se expressar, mas infelizmente isto ou é 8 ou 80!
Isto que vemos não é Liberdade, é abuso.

Penso que o único ponto fraco dessa altura, era a não passagem de informação, mas afinal, a Religião Católica faz o mesmo, e ninguém a censura!

O 25 de Abril de 1974, veio mudar muita coisa. Criou uma euforia efémera, e também uma avalanche que nos levará serra abaixo, até que ficaremos enterrados.

Se calhar estou a ser demasiado dramática, mas acho que preferia, em vez de falar, apenas pensar mal, do que assistir ao que assisto hoje.
Ou então não. Não faço ideia.


Mas vá gente que se lembra disto uma vez por ano, a Liberdade é para sempre, não é?




(foto de Jorge Jacinto, o meu pai)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Tinha eu 26 anos de idade, acabados de fazer

Tinha eu 26 anos de idade, acabados de fazer a 4 de Fevereiro passado, e a euforia durou exactamente 6 dias. A partir do Primeiro de Maio apercebi-me do rumo que as coisas iriam tomar: Portugal preparava-se para se esquerdizar, no verdadeiro sentido da palavra (esta palavra existe?), e eu não estava certo de que isso seria a melhor opção para mim e para os portugueses... Quer dizer, os portugueses agora eram todos a favor de tudo o que apoiasse a via do socialismo. O socialismo que vigorava em países como a URSS, Cuba ou a China. Nesse dia ía dar Direito Administrativo aos alunos do 2º. ano de Direito na FDUL. Como sempre, saí de casa às 7 horas em ponto (morava no Areeiro, num apartamento acabado de comprar) para chegar à Cidade Universitária às 7h20. Como sempre, ía estacionar o meu VW Fusca 1300 calmamente e chegar ao Auditório 5 15 minutos antes da aula começar. Mas nesse dia foi diferente. E apercebi-me disso no instante em que acordei. Olhei pela janela e vi uma coluna de militares a passar mesmo em frente ao meu apartamento. Decidi ficar em casa e ligar a telefonia. Às 7h30, no RCP, o MFA anunciava que estava a desencadear uma operação com vista a libertar Portugal do regime. Foi nesse momento que desci e acabei em frente ao quartel da Guarda, no Largo do Carmo, onde o Professor Marcello Caetano se rendeu.

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Não sei o que me passou pela cabeça em alinhar naquele festival anárquico e desfilar junto aos "libertadores da pátria", mas naquele momento lembrei-me de todas as alturas em que tive medo. A PIDE (e mais tarde a DGS) colocava sempre dois ou três moscas à porta da Faculdade (desviava o olhar deles e seguia cabisbaixo até à cantina, nos meus tempos de universitário) só para avisar a malta "do contra" que o Estado Novo estava ali a vigiá-los. Eu era um tipo discreto e que nunca me tinha metido em politiquices. Dois amigos meus chegaram a estar presos durante uma semana por promoverem um debate na Faculdade com o tema "colonialismo e opressão". E soube de um finalista que ficou sem duas unhas das maõs (depois de 5 meses no Tarrafal) por distribuir uns panfletos a apelar à mobilização dos estudantes contra os fascistas. Foi para a Guiné e de lá nunca mais voltou. E as coisas eram assim. Quanto a mim, sempre fui educado da melhor maneira. Os meus pais eram pró regime. E por que não? Ora, o meu pai sempre tinha sido um construtor bem sucedido. Na altura em que se construia de tudo em todo o lado, havia também luvas em todo o lado. E como em todo o lado havia Estado, luvas e Estado misturavam-se num frenesim de (quase) ilegalidade. O meu pai sabia onde empregar 20.000$00 e a quem os empregar. De modo que nunca me faltou nada. E eu tinha uma vida desafogada. Tinha sido um aluno exemplar e aos 23 anos, quando acabei o curso de Direito, fui convidado para ser assistente de um Professor chamado Oliveira dos Santos. Ía seguir a carreira académica. Dinheiro não era problema e a vida previa-se relativamente fácil para mim... Mas eu fui festejar. Era dia 25 de Abril de 1974. Eu agora era de esquerda.


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Hoje é dia 25 de Abril de 2009 e eu afirmo que a Revolução dos Cravos foi um erro. Quando o Professor Oliveira Salazar saiu de cena, o regime ficou fragilizado. E a abertura teria ocorrido naturalmente com o Professor Caetano. Mas tudo se precipitou para aquele momento. Uma onda de radicalismo atravessou a espinha de alguns militares, e tudo foi alastrando. Eu nunca fui a favor de radicalizações. E Portugal esquerdizou-se por completo: foram benefícios a torto e a direito para funcionários públicos (apesar de serem pouco produtivos), nacionalizações indiscriminadas, criação de uma máquina estatal pesada e pouco ágil e predominância de partidos de esquerda (como é possível, hoje em dia, um partido trotskysta ter mais representação que um democrata-cristão?). Apesar de achar que era péssimo viver com medo dos agentes do regime, acho que é horrível sair à rua e ter medo ao olhar para um conjunto de "portugueses" a passear-se pelas estações de comboio. Para que é que houve a Revolução? De certeza que não foi para haver dois partidos que lutam pela influência na esfera das grandes empresas. Grandes empresas, essas, que financiam campanhas a troco de favores. A liberdade de expressão é usada e abusada. A Polícia e a Guarda não são respeitadas. Por isso, a insegurança é um problema muito grave. Pretos, ciganos e brasileiros ocupam o meu país e naturalizam-se, misturando-se com os portugueses. Construções de subúrbios em forma de dormitório dão casa a toda a gente, alimentando um crescimento populacional desiquilibrado (o interior está deserto e as cidades sobrelotadas). Nunca houve alguém que desse dignidade a Portugal. Somos pobres, uns coitados. Dos mais pobres e miseráveis da Europa e uma vergonha para os portugueses. Entrámos na CEE para quê? Para nada. Apesar dos milhões e milhões de contos que entraram, nunca saimos do buraco. E, por falar em buraco, as contas públicas são uma vergonha. Défices atrás de défices e dívida que hipoteca o país.

Foi para isto que houve uma Revolução? Eu tenho uma resposta: NÃO! Mas já tenho 61 anos e vou agora para a reforma. Peço desculpa pelo tom que empreguei. A natureza das minhas palavras é proporcional à tristeza que sinto quando olho para o estado do meu país. Portugal é a minha pátria. E a minha pátria está podre.

José Carlos Sequeira

domingo, 26 de abril de 2009

tema semana 3

O tema escolhido esta semana, numa altura oportuna, é a aclamada Revolução dos Cravos que mudou o país por completo no dia 25 de Abril de 1974. Apesar de ser uma temática abordada sempre pelo patriotismo e, saudosismo de uma revolução que acabou com a ditadura que oprimia o país.
No entanto, sem querer parecer rigorosa, queria deixar uma sugestão para o tema, deixando sempre margem de manobra para a rejeitarem aquando do vosso dia: penso que seria interessante abordar-se aspectos específicos mas ao mesmo tempo gerais, sem entrar nas aclamadas homenagens a este dia. A Revolução dos Cravos, foi um momento de viragem em termos económicos, sociais, políticos, culturais e, muito mais. Acho que traria um valor acrescentado escolhermos uma destas áreas e, fazer uma crítica transversal a nível temporal, uma espécie de antes e, depois.
Penso que somos demasiado novos, para opinarmos emocionalmente esta data visto que, nem sequer presenciamos este dia nem como era viver numa ditadura.
Deixo então, nenhum espécie de guia, mas uma música que não deixa de ter o sentido patriótico, preservando a intemporalidade deste dia nacional, na grande voz do panorama nacional e internacional, Amália.



a morte ou a doença são factos reais que dificilmente aceitamos

somos vitimas dos nossos estilos de vida,
somos mortais.
até que ponto um estilo de vida,
não será uma religião?

apesar de nao concordar com os principios da igreja católica neste campo da prevenção da saúde, devo dizê-lo que assim como a igreja ajuda a propagar o virus da sida, essa mesma igreja ajuda todos os seus perigrinos a morrer de forma pacifica, e muitas vezes ajuda-os a viver os ultimos dias de vida de uma forma intensa e completamente feliz. Avaliando factos, e de acordo com a minha experiência a religião é sempre a ultima cura de um processo vital, que foi muitas vezes desastroso.

a religião cria a paz no leito da morte, de um espiritualismo étereo e divinal, pedindo em troca a vida dos seus seguidores.

o meu trabalho, os meus habitos de vida (comida, exercicio fisicio, a bebida, o tabaco) também nao sao comportamentos de risco que me levam a uma morte prematura?

não me interessa chegar a uma conclusão,
muito menos culpabilizar alguem,
porque assim enconstamonos a sombra da bananeira, e o cepticismo torna-se num dogma.

agora passo a citar o professor Michael, antropólogo: todos nós sabemos sempre o que é melhor para os outros - dito de forma irónica, claro.

interessa-me sim, avaliar factos e questionar-me sobre a sua origem, para actuar de acordo com as circunstancias a que nos propomos.


e tudo se baseia na forma de como tu encaras a morte.

estudante de enfermagem

Renovação


De acordo com o Gordon Conwell Theological Seminary, existem 12 religiões consideradas importantes pelo número de seguidores, de acordo com os dados fornecidos por eles, o cristianismo, que deverá ser o catolicismo, possuí cerca de 2.100 milhões de crentes, seguindo o islão com 1.300 milhões, por aí adiante, pelo meio da lista conta-se com 769 milhões de ateístas e no fim com 108 milhões de pessoas que seguem novas religiões.
Ora, em poucas palavras, a religião é uma instituição, que de certa forma te faz acreditar em algo superior a ti, e ao mundo, e que se tu a seguires, estarás protegido até ao fim dos teus dias, mas se, tocares num preservativo, vais ter que despender muito dinheiro e muitas horas de preces para te escapares do sítio quente para onde mereces ser enviado depois de tamanho pecado.
Assim sendo, muito do que a sociedade sofre, a nível moral, e ético, é de certa forma, um problema moral e ético das instituições religiosas, estes problemas normalmente são transmitidos por familiares, pela sociedade onde vivemos, ou por muitas vezes se aproveitarem de pessoas mais ignorantes que vivem em condições precárias e não têm conhecimento do que se passa no mundo em geral, e por isso, lá vai o papa a correr para África, porque na Europa começa a ser difícil, ou pelo menos devia começar.
Talvez por estar bem disposto, ou por me preocupar, o que quero com este texto, é tentar ajudar a religião a tornar-se saudável, como? Não peço que deixem de acreditar em coisas que não existem, nem a ter santos por tudo e por nada, porque isso era utópico. Peço sim, já que demonstram tanta ligação com a sociedade, que não se aproveitam dela, que não lhes fechem os olhos, porque só instituições bastante opressoras, como sistemas políticos (fascismo) pretendem ter populações analfabetas, iliteradas, ignorantes e que olhem para o mundo de olhos vendados, por outro lado, a religião poderia ser facilmente, superior aos governos e a todas as outras instituições, antigamente matavam todos os cientistas, como Galileu por exemplo, não queriam que a sociedade evoluísse, ainda há 35 anos, aqui em Portugal, tinhamos um governo fascista apoiado pela nossa igreja, e que em troca, recebia também, vários apoios e direitos do governo. Mas isto tudo, um dia passa, porque em 2004 o papa, decidiu pedir desculpas pela inquisição, que matou, matou como um comunismo russo, ou um fascimo alemão.
Aproveitando as mudanças constantes em que as religiões vivem, penso que era bom para elas (oxalá não me oiçam), em vez de estarem sempre um passo atrás, darem um passo à frente, libertar a população, introduzir tudo o que há de novo na ciência como aceite pela religião, vejamos, eu já tentei acreditar em Deus, mas para isso não precisei de ter milhentas regras que me proibissem de tudo nem precisei de ter uma mente retrógada.
Pode parecer estranho eu, como ateu, estar a tentar a religião, mas preocupa-me bastante, todos os que ela faz morrer, por guerras ou por castigos, e existem biliões de pessoas que continuam fiéis, que preferem acreditar em algo ficticio do que em nada, e por essas pessoas, preocupo-me, porque são a sociedade, e esta passa valores continuamente por gerações.

Sem mais nem menos.

sábado, 25 de abril de 2009

Papa Bento XVI na sua visita aos Camarões decidiu lançar controvérsia com a transmissão da mensagem da Igreja quanto à sua posição relativamente ao uso de métodos contraceptivos, tomando como alvo principal o preservativo. Como ateísta, como membro de uma sociedade minimamente consciente do perigo da Sida, as palavras de Bento XVI são tomadas como mais uma brisa de mofo da credibilidade da Igreja Católica. É incontornável a aversão da Igreja quanto aos métodos contraceptivos, até se deixaram levar e, admitir a abstinência como método de contracepção, algo que o Papa considera apenas possível em casos de graves dificuldades conjugais. O Papa considera os métodos de contracepção, uma negação do amor conjugal, de acordo com as suas declarações em Outubro de 2008. Apesar do sexo ser um tabú, a aceitação de uma realidade, em que o sexo não é o estabelecimento de uma relação de amor conjugal, é algo inquestionável. A questão aqui não é pôr em causa a fé das pessoas, nem aceitar uma realidade que é contra os princípios da igreja, mas sim aceitar um comportamento da sociedade actual. Mais uma vez, partimos para o grande problema da Igreja Católica, a sua falta de actualização. Apesar de como ateus questionarmos por completo a religião, estas declarações devem mostrar-nos um quadro maior e, aceitar a escolha de grande parte da população. Ao analisarmos devemos ter em conta a crença de populações e, não o nosso ceptismo.
Apesar da explosão mediática contra estas declarações, foi importante o Papa ter vindo marcar a sua posição. O seu discurso apela a algo importante, em oposição às palavras chocantes que lançou e toda a imprensa se focou. A epidemia da Sida, é acima de tudo uma questão de comportamento e, muita gente perde-se pelo caminho neste assunto. De acordo com Edward C. Green, especialista em prevenção de Sida do Centro de Harvard, está comprovado empiricamente que a abstinência tem um impacto maior na prevenção da Sida, o que para mim não deve ser tido como uma validação para as palavras do Papa, como os jornais fazem crer com manchetes : 'Especialista de Harvard diz que palavras de Papa estão correctas' . Acho que as palavras de ambos, o Papa e Edward C. Green, devem alertar as pessoas para o problema a nível comportamental que existe em África maioritariamente. Existem campanhas em Angola, que vão além da entrega de preservativos, como campanhas de sensibilização sobre a fidelidade, a auto-estima e a solidariedade. Devemos tomar a luta contra a Sida, como algo mais complexo do que realmente se faz crer. Talvez Bento XVI, não consiga é perceber a natureza humana e a complexidade do seu comportamento, tal como não deve saber que o preservativo é uma alternativa que tem efeitos mais imediatos e, que é tomado como a alternativa a seguir para o caminho certo (que não percebe minimamente de preservativos já percebemos, visto que acha que o preservativo agrava a expansão do vírus da Sida).
E, ainda mais importante para mim, é observar bispos,não assinarem por baixo das declarações da sua instituição. O bispo de Viseu, considera deveres éticos acima de deveres religiosos, o que o categoriza como no mínimo, revolucionário dentro do espectro da Igreja. O bispo das Forças Armas, D. Januário Torgal Ferreira vai mais longe e afirma 'proibir o preservativo é consentir na morte de muitas pessoas', o que me faz respeitar minimamente as pessoas que transmitem a mensagem da religião católica, e que sabem diferir o sentido ético do religioso.
E, o mais irónico, é que em comemorações da liberdade de expressão, assistimos a uma censura por parte do Vaticano aos nossos bispos. Isso por um lado, tem o seu sentido positivo, existe um maior cepticismo quanto ao Vaticano e, às suas declarações, e a sua resposta neste caso só ajuda a que haja uma melhor percepção da falha na credibilidade da própria Igreja.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Responsabilidade

Para mim é um bocado difícil olhar para estas notícias como importantes ou com algum relevo. Sou ateu e, mesmo que não fosse, nunca seguiria a opinião retrógada dessa gente, Papas e afins. Se calhar estou a olhar de fora e consigo distanciar-me dessas palavras que não me afectam em nada.
O meu problema é com os milhões de pessoas que não recebem toda a informação, que não têm a sorte de poder parar e perceber naquilo que realmente acreditam e as razões para tal. Pessoas que a única preocupação, infelizmente, é a sua subsistência. Elas, na sua ignorância, são levadas a idolatrar um Deus e a seguir toda essa doutrina. Isto leva a que o Papa, como homem mais alto nessa hierarquia, mas também todos os bispos e padres que se relacionam com o seu "rebanho" tenham uma responsabilidade enorme sobre a vida destas pessoas.
Todos sabemos as graves epidemias que ocorrem no Mundo e em África em particular. Portanto, acho inconcebível que declarações como o apelo ao não uso do preservativo sejam ditas por pessoas desta responsabilidade. Acho um crime!
Agora quanto às notícias.
Não acho que seja necessário um Cardeal Patriarca vir explicar ou suavizar as palavras do seu superior. Ainda para mais, as suas palavras fazem-me rir.
Agora quanto ao Bispo de Viseu, pensou que apenas disse o que toda a gente já sabe, é uma questão de bom senso, nem precisa de se referir a éticas ou outras coisas. O uso do preservativo, sendo portador de vírus ou não, tem que ser uma realidade aceite como natural. Nem há motivo para discussão.
O que estes homens pensam ou deixam de pensar não me interessa de maneira nenhuma, no meu caso pessoal não são ninguém. O grande problema está, como já tinha dito, nas milhões de pessoas que os seguem e ouvem as suas palavras como verdades absolutas e incontestáveis. Pode ser que pensem por elas próprias.


P.S.: Então Cris?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ignorância.

(Seguindo o tema desta semana...)



Sinceramente não sei se chame ignorância, ou querer tomar as pessoas como parvas.
Andam não sei quantas pessoas, bem intencionadas, a distribuir preservativos e a dizer que é assim que vamos conseguir ultrapassar a SIDA e todas as outras doenças sexualmente transmissíveis, e depois vem o Papa e diz: "Ah e tal, o preservativo não protege de nada."

Mas isto faz sentido? Andamos a brincar?
Que eles gostem de contar Histórias e Estórias aos Católicos, é uma coisa, agora fazer o resto das pessoas, que ainda têm alguma fé, crer que não é o preservativo que vai evitar as contaminações...

Em relação ao bispo de Viseu, alguém deve ter ouvido o senhor a murmurar qualquer coisa, e foi a correr contar ao papa, porque para uma opinião, espante-se, contrária ao que mencionou o Sr. Ratzinger, ir parar aos ouvidos do Vaticano tão rápidamente, é porque existe alguma ovelha negra por lá.
E como quem não quer ter nada a ver com isso, vem o Sr. Cardeal Patriarca defender o que o Sr. Ratzinger disse. "Ah e tal, ele não quis dizer isto, mas sim aquilo." Digo mais uma vez, isto não faz sentido.


Se calhar o preservativo nem vai evitar a SIDA, o problema não está nas relações sexuais, o problema está na mentalidade!
Há que educar o futuro do mundo, ensinar todos os perigos que se vão enfrentar, e como os evitar, não só nos países de 3º mundo, mas também nos restantes.

Evolução, por favor.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tema semana 2

Não quero atropelar ninguém, mas achei piada a estas 2 noticias, de grande relevo a nível nacional (ou não) mas pelo menos com algumas consequências para a moral e ética da sociedade que vive em nós.

Noticia Sapo TSF
Jornal RTP vídeo

Quanto da religião nos pertence, nos move, e faz agir? O que acham disto, o que acham de tudo o que isto vos faz pensar? Gostava que divagassem sobre este tema esta semana, se não tiverem de acordo podem dizer até amanhã e trocamos antes de terça.
Sem mais nem menos.

domingo, 19 de abril de 2009

Não gosto da banana mas gosto do macaco.

Boas, vou começar primeiro por uma parte séria e depois brincar com coisas que tenho na mente, dentro disto vou tentar dar-vos algo de útil neste final de semana.
A primeira é uma frase que tenho no meu blogue a sós,
Dualidade, é expressa em branco, por qualquer ponto, e tudo isto se passa e acontece.
Isto é, de maneira simples, um dos vários conflitos interiores que tenho várias vezes, talvez um sentido de multiplicidade forçado por mim, por idolatrar Pessoa, mas isso nunca se vai saber, uma ambiguidade de altos e baixos que me reflecte em questões que apresento demasiadas respostas e acabo por ficar a branco, e enquanto fico branco, tudo passa, e tudo vai acontecendo, a questão do tempo, talvez, mas é de facto algo que me deixa muito confuso, e acabo por escrever assim.

A segunda frase é o título deste texto,
Não gosto da banana mas gosto do macaco.
Esta é mais fácil, ontem descobri que gosto dos meus amigos, mas que não gosto do pénis deles, ora não é nada demais, sem querer ofender o pénis do Cláudio e do Bernardo, mas fico por abraços e beijinhos, e elogios, porque de facto, para quem não sabe, o meu pénis também me repugna. Hoje não estou com muita paciência, peço desculpas.

Sem mais nem menos.

sábado, 18 de abril de 2009

Com a bebedeira, tudo é possível.

originalmente, era diferente. mas cheguei aqui pronta para escrever a frase da pujança da semana e, perguntei-me: já tive tantas vezes e não sei como se escreve. msn, mensagens, a excepção dos acentos, é algo a utilizar ou não, pelo menos não passamos por burros. Mas, aqui devido à supremacia do saber, deste lado tão intelectual da vida, não seria próprio. Bêbedo? Bêbêdo? Bêbado? na melhor das soluções vai-se pelo bebido, ou pela minha querida palavra dos ares suíços Cardinado.
a internet como nosso acessório cerebral tal como o nosso querido google, logo surgiram em meu auxílio. curiosamente, a primeira coisa que aparece ao pôr bebedo, logo aparece o wikicionário (agora é tudo wiki). mas, a minha inocente pesquisa teve um resultado interessante e, que nos mete a todos nós num canto:

http://diario.iol.pt/noticias/polonia-alccol-bebe-recem-nascido-bebeda-hospital/832562-291.html

Tudo é possível com o álcool, as desculpas são mais fáceis e, os loucos são sãos por omissão.
mas embebedar um bébé, é mesmo o meu maior argumento, talvez seja tão literal, que até se torne um cliché e, afinal tenha fugido ao tema da semana.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

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Pegando no tema lançado pelo Bernardo: Quotes originais...

"Isto (música brasileira) só faz sentido bêbedo"

Sim, a minha quote é estúpida mas eu também sou estúpido. Ocasião: Carnaval em Sesimbra.
Notem que apesar de à primeira vista parecer uma frase sem sentido, contém uma grande sabedoria e está cheia de razão. Não é nada profundo mas tem bastante utilidade prática.
Sigam o meu concelho se desejam uma vida e, em particular, um Carnaval com alegria a jurrar pelas bordas! (thumbs up!)

Ao contrário do nosso amigo la debaixo, sou a favor das maiúsculas e dos acentos por cima da respectiva letra. Manias minhas, vão ter que as aturar. Obrigado pela compreensão.
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