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sexta-feira, 22 de maio de 2009

A crise, por: Cláudio e Marta.



Cortaram-nos a net. É o efeito da crise.
Por isso, estamos a escrever este post em conjunto, num magalhães emprestado e a roubar net do ISCTE-IUL!

A crise DIRECTA ?! Essa não a sentimos. Não sabemos sequer o que é trabalhar para ter dinheiro!

Já que foram criados alguns rótulos, vamos lá rotular-nos.
Boa tarde, eu chamo-me Ricardo Miguel.
E eu, Ricardo Miguel.

É certo que vivemos num prédio citadino, compramos produtos de marca branca (não da É, não exageremos) mas já vimos a crise em mais sítios para além do telejornal ou num jogo do Benfica.

Os papás dizem-nos: "Não gastes dinheiro à balda, o meu salário não chega" ou "É a conta da luz, a conta da água, é o seguro do carro, tenho €650 para pagar!" e é nesta altura que o cérebro se desliga.
Nós dizemos, "Sim, está bem, está bem.".
Mas se acusamos a mamã de comprar malas e/ou sapatos a mais, já nos chateiam.

De modo geral, não sentimos a crise na pele.
Continuamos a comprar as mesmas coisas. O mesmo cafézinho, o mesmo tabaquinho (isto é coisa do Cláudio), o mesmo bolinho, o mesmo pequeno-almocinho fora de casinha, os nossos luxuzinhos, e assim. Tal como há 2 ou 3 anos atrás.

Portanto... (agora como não sabemos o que dizer mais, vamos reencarnar no Afonso Martim, e comprar €20 de erva, para ganhar inspiração)


Até à próxima!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

IDDCNJ

Em primeiro lugar quero separar o conceito "Jovem". E para o fazer decidi separar as diferentes camadas sociais por nomes que são característicos às mesmas (sim, há classes e camadas e estratos sociais, para grande desilusão de Miguel Portas e Bernardino Soares, que devem estar a pensar nisto nesse preciso momento..)



1) Tipo Afonso Martim

O
puto rico não sofreu nada de nada! Sim, o pai pode ter tido um congelamento no salário ou uma pequena redução para €13.254, o que fez com que a mãe fosse menos frequentemente ao CaiscaiShopping comprar porcarias. A irmã deixou de comprar aquela mala de €350 e o gato come uma comidinha um bocado mais rasca. Mas não há crise. O puto mal se apercebeu da crise e quando fala de crise faz um gesto com as mãos a imitar umas aspas. Continua a ser um putinho mimado e a gastar €20 por semana em erva e a comprar roupa nova de 15 em 15 dias.

2) Tipo Ricardo Miguel

Ora, o Ricardo Miguel, ou simplesmente
RM, é um miúdo que vive desafogadamente num prédio citadino ou numa moradia deslocada, no subúrbio do campo. Os pais cortam em tudo o que é considerado supérfluo: leite vigor passa a marca é; óleo fula passa a marca é; massa milaneza passa a marca é. E a marca é é que fica a ganhar, não é? É é! O máximo que lhe pode acontecer é ir jantar fora apenas uma vez de 15 em 15 dias e a roupa passa a ser comprada de 2 em 2 meses. Este tipo de puto não se apercebe muito da crise, mas sabe que ela existe. Já a viu no telejornal ou então viu um jogo do benfica.

3) Tipo Rui Zé

Bem, o Rui Zé já é um caso mais difícil. Como, muito provavelmente, já trabalha nas obras desde o 9º. ano e vive na
Damaia, uma solução é ir roubar. Mas os Rui Zés que ainda têm alguma noção do que está bem e mal (ainda bem que a maioria assim é), ele será despedido ou fica com salários em atraso. Acaba mal esta história. É que ele já deve ter um filho para criar! Como pagar o carro, as férias e os electrodomésticos? Pois, não paga.

4) Tipo
Adilson

O
Adilson é quem mais fica a ganhar com a crise! É que agora pode bater na polícia, queimar merdas e assaltar as pessoas honestas! Segundo Francisco Louçã, juntamente com toda a merdeira da esquerda, acha que o Adilson não tem culpa. A culpa é dos capitalistas que o tornaram criminoso. E ele agradece a boleia! Se levar com uma facada no lombo ao assaltar, ainda tem razão e o criminoso é quem se defendeu.

E esta é a minha percepção da crise e do impacto desta nos jovens. Espero que tenham gostado deste momento de leitura fácil e limitada. Bem, limitada mas é de propósito! Também sei escrever textos que começam por "e na imensidão da alma profunda, um crepúsculo abate-se ao cair do pano negro, solitário e redundante. Tão redundante que chega a cair na redundância de se redundar quando está a ser redundante. E isto? É redundante? Não, é estúpido"

Um abraço para os punks da Beira Interior

CBA, melhor não há!

PS: IDDCNJ = Impacto Directo Da Crise Nos Jovens

Impacto directo da Crise nos Jovens

Este é o tema que terá lugar esta semana.

A questão coloca-se, todos sabemos que estamos em tempo de crise,
mas em que é que isso (a crise), nos afecta directamente?

Escolhi a palavra "directamente", porque se fosse permitido falar de directa e indirectamente, não ia ser muito específico, e talvez aí fossemos por caminhos longos.




Seriedades um pouco à parte, deixo-vos aqui 2 vídeos engraçados:









Boas teclagens! =X

Resultados da Sondagem (Semana 3)

O 25 de Abril Sempre ( ou às vezes )

Carlos / Cláudio - 40% Cada um
Patrícia - 20%
Ricardo / Marta - 0% (nobody likes us)

O estado do tempo em estado líquido

Normalmente, seria mais um texto cheio de piada, mas a piada ficou com o Abílio.
Ou não.
Estranho será pensar, porque chamamos estado, não ao estado do tempo, mas ao próprio estado que nos governa, se virmos bem, actuamente, por consenso, vivemos num estado de merda, ou então num estado de calamidade, se for mais optimistas, podemos viver num estado de evolução social mais lenta do que deveria ser suposto, pois não acompanha a evolução económica, que está a recair, nem a tecnológica que não para, mas a sua utilidade pode ser posta em causa muitas vezes.
Mas e o estado do tempo, será intemporal? Depende se faz chuva ou não, mas decerto que está diferente, e nesta altura eu derivava esta conversa para as alterações climáticas, Al Gore, "Verdades Inconvenientes", Sétimo Selo, Os Verdes, etc, mas conversa é barata, e o que vos digo, é que este clima quente, húmido, misturado com vento, cinza e chuviscos, me dá vontade de não ter vontade, e perpetuo-me ano após ano com esta sensação de inércia, e se isto é mais pessoal, não há nada de tão impessoal como falar do tempo, porque tempo é tempo, e esse é diverso, poderia eu falar do tempo que faz hoje, ou do tempo que falta para fazer o tempo de amanhã, e por aí adiante, sem tipo fico eu.

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