São falsos os três extractos de conversas telefónicas alegadamente interceptadas pelos investigadores do processo Face Oculta, tendo como interlocutores o primeiro-ministro José Sócrates e o banqueiro Armando Vara, que foram postos a circular na Internet, através de emails, alguns dos quais remetidos para as redacções de órgãos de comunicação social, apurou o PÚBLICO.O documento tem duas páginas digitalizadas em formato de fotografia, que nada têm a ver com as folhas usadas para transcrições de escutas dos processos onde aquele meio de recolha de prova é utilizado. O documento apresenta várias falhas que levam a considerá-lo como falso, a começar pelo próprio timbre, que é uma reprodução das folhas usadas pelos serviços do Ministério Público da Comarca do Baixo Vouga, quando as escutas são transcritas em papel oficial da Polícia Judiciária.
Uma análise mais detalhada do documento mostra ainda que, ao contrário das peças processuais, a imagem digital difundida anonimamente na blogosfera não está numerada, como sucede com todas as folhas de um inquérito judicial. Outra lacuna a adensar a suspeita de falsificação reside na não identificação do alvo da escuta, número do respectivo telefone e da sessão a que se refere, como também é obrigatório nas transcrições oficiais.
Além disso, os diálogos alegadamente atribuídos a Vara e a Sócrates são demasiado coloquiais, quase como se fossem uma peça de teatro em que cada um dos intérpretes aguarda disciplinadamente o fim da fala do seu interlocutor, quando na realidade, numa conversa telefónica, é difícil que não ocorram atropelos nos diálogos.
O documento foi posto a circular numa altura em que se torna impossível a confirmação da veracidade do seu conteúdo em relação aos originais que contêm as transcrições dos 11 telefonemas que os investigadores da Face Oculta interceptaram, envolvendo o banqueiro e o primeiro-ministro, dado que as escutas e respectivas transcrições foram consideradas nulas pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, conselheiro Noronha Nascimento. É a este que está atribuída a função de juiz de instrução quando há escutas telefónicas em que intervenham o presidente da República, o Primeiro-Ministro e o presidente da Assembleia da República. O despacho do presidente do Supremo determinou a destruição dos suportes digitais em que estavam guardadas. - In Público
100 anos de república em Portugal
sábado, 5 de dezembro de 2009
In Público
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Eleições
Abraços sinceros.
Resultados Eleitorais
sábado, 20 de junho de 2009
Fecho de Guantanamo
Bélgica disposta a acolher prisioneiros de Guantanamo
Prisioneiros de Guantanamo que Itália vai receber devem ser "libertáveis", diz ministro
Acolhimento de prisioneiros de Guantanamo divide europeus
Pelo menos aquilo vai fechar.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
O ou A
- Crise Social Portuguesa
- Crise Económica Portuguesa
- Crise Económica Europeia - Antiga CEE em que Portugal aderiu em 86
- Crise Económica Mundial - Com mundial digo dos Estados Unidos
- Crise Social Portuguesa - 2ª parte, nesta existem novas oportunidades, tiram-se cursos como quem varre a rua, tira-se o 12ºano como quem não o tira, etc etc.
Sem mais nem menos, acho que já chega.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O estado do tempo em estado líquido
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Viver morto? Morrer vivo? Morrer morto? Morrer morto-vivo?
Em curtas palavras digo que sou a favor da eutanásia, completamente, mas não é isso que me leva aqui hoje.
Primeiro, reparei numa notícia de 2008, novembro, em que o Centro de Estudos de Bioética defende os cuidados paliativos( que não vou explicar, pois já aqui foram referidos - Texto da Patrícia), não explicitam muito bem o seu ponto de vista na notícia, apenas afirmam que deverá haver uma “rápida e total implementação da rede de cuidados paliativos, certa de que a resposta a um (raro) pedido de eutanásia é a compassiva e total prestação de cuidados, de modo a que o doente terminal viva em paz a sua vida até morrer”. Penso que aqui deverá ser discutido qual o patamar e quem decide, o "viva (...) até morrer".
Link da notícia
Noutra notícia, e aí aponto para as várias tomadas de posição, pois, no fim de contas, não estamos na situação, e cada um é como cada qual, e não sabemos os sentimentos dessas pessoas, o DN, numa notícia de 2007, Outubro, relata um estudo feito pela faculdade de medicina do Porto, feito pelo serviço de biomédica e ética médica dessa universidade, neste estudo, Link da notícia, 50% dos idosos admite a legalização da Eutanásia, e a aceitação do suícidio assistido, estando a diferença dos dois, de forma simples, na existência ou não de doença, respectivamente. Não vou aqui falar das regras do estudo, mas são interessantes. Nas suas conclusões ligam este pensamento ao facto de se sentirem sós, e excluídos do mundo, para complementar este pensamento, que a meu ver está correcto, mas que não deverá ser generalizado na população estudada, Rui Nunes, o director do serviço, pensa que isto reflecte, tal como na notícia anterior, uma necessidade de melhorar, aumentar a rede de cuidados paliativos, neste ponto, de forma rude poderia dizer, BULSHIT, mas não quero ser mal educado, poderia ser irónico e pensar que todos aqueles medicamentos usados para tirar as dores e deixar as pessoas nas nuvens (aquilo que todos os jovens querem na adolescência) são amigos e companheiros destes idosos, mas vou tentar ser sério, ora bem, é simples, cuidados paliativos não são a resolução para os idosos deixarem de se sentir sozinhos ou excluídos, no máximo ficam com mais sono, poderão se rir, poderão não ter consciência do real, morrer sem dores, mas viver sem consciência, ou seja, penso que esta abordagem não foca o social e psicológico dos inquiridos, e não serve de conclusão ou resolução.
Num total de 32 entrevistas, entre 1996 e 1998, 20 disseram estar decididos a seguir a eutanásia ou o suicídio assistido, 3 disseram estar contra, e 9 mostraram-se indecisos.
As razões dadas nas entrevistas a favor da eutanásia ou suicídio assistido relacionam-se com o medo e a experiência de dois factores principais: a desintegração e a perda da comunidade, a qual os autores "definiram como uma diminuição progressiva das oportunidades para iniciar e manter relações sociais apertadas. Estes factores resultavam numa percepção de perda de eles próprios. A eutanásia e o suicídio assistido eram vistos pelos participantes como um meio de limitar a perda do "eu".Estes autores, já relacionam este desejo de 63% dos inquiridos com factos sociais, relações, exclusão e problemas individuais, excluindo as repercussões da doença ou mesmo da sua evolução, ou seja, não é, para eles, uma questão de dor física, mas sim psicológica, e pensam que estas vontades poderão ser minoradas, através de políticas sociais, uma das limitações deste estudo foi o anonimato, pois no Canadá a eutanásia e o suicídio assistido são proibidos por lei.
Existem 3 países onde a eutanásia é legal, na Bélgica, na Holanda e na Suíça, na Austrália apenas foi legal durante uns meses, em 1996, e é também legal no Oregon (USA) - Reuters
Penso que a liberdade implica cada um fazer o que quer com a sua vida, ou melhor, com o término dela, pois não penso que os suíços, os belgas, etc, sejam mais infelizes, porque dão a oportunidade às pessoas, de pensarem se querem ou não morrer, e quando o querem fazer, não pense que implique grandes estudos, não pense que implique grande alarido por parte da medicina, penso que acima de tudo é uma questão social, uma questão individual, psicológica.
Por fim gostava de apresentar este livro, ainda não li, porque não tenho, mas gostei da introdução que é dada, e como tal, eis - Estudo Jurídico da Eutanásia em Portugal - Direito Sobre a Vida ou Direito de Viver?
Sem mais nem menos.
domingo, 3 de maio de 2009
Essa coisa tão simples: liberdade
Passam hoje 35 anos sobre a tal inesquecível madrugada libertadora. Como de costume, o regime vai assinalar a data com umas quantas cerimónias, públicas e particulares, sempre previsíveis, sempre obrigatórias e sempre destituídas de sentido. O Presidente da República vai fazer o habitual discurso na Assembleia, em que tudo o que interessa é ler nas entrelinhas se ele ataca ou não ataca o Governo em funções - conforme é tradição da data; o PCP e a extrema-esquerda vão desfilar por aí, jurando que "Abril está por cumprir"; e o coronel Vasco Lourenço, em representação dos militares do 25 de Abril, vai destilar o seu habitual azedume contra os 'políticos' e insinuar que, se for preciso, eles são capazes de voltar a pegar em armas e acabar "o que ficou inacabado". Há muito que defendo que a memória dessa luminosa manhã de liberdade deveria deixar de ser comemorada - pelo menos, assim -, como forma de preservar a sua dignidade. O passado é um país distante e a sua revisitação, a tentativa de reinventar um dia feliz vivido lá atrás, acaba sempre por ter um sabor amargo, a mofo.
Além de que esta sessão anual de lamúrias públicas não tem razão de ser: o 25 de Abril foi cumprido, tanto quanto o podia ser. Os três D foram cumpridos. Democratizámos, mas a democracia - numa nação que nunca teve a liberdade como o primeiro e absoluto dos valores - não é muito mais do que isto. Descolonizámos - tarde e mal, e mal porque tarde -, mas cumprimos o princípio essencial de devolver o que não era nosso e que só as circunstâncias históricas (sem dúvida motivo de orgulho) nos tinham provisoriamente confiado. E desenvolvemo-nos: sim, desenvolvemo-nos. Só quem não viveu ou não se lembra do que era o Portugal de 1974, só quem não viu, por exemplo, a série de programas de António Barreto na RTP, é que pode ainda ter dúvidas sobre isso. O Portugal de hoje não tem nada, rigorosamente nada, a ver com o Portugal do Estado Novo - miserável, ignorante, de mão estendida e espinha curvada. Acontece é que nunca estamos satisfeitos, achámos que a liberdade era o direito de tudo reclamar, todos os direitos sem nenhuns deveres, a Europa e o mundo fascinados a nossos pés, pagando eternamente pelo espectáculo da nossa liberdade e do cravo na lapela, e nós encostados aos subsídios e às facilidades sem termos de nos cansar. Hélas!, não é assim que se constroem as nações que vão à frente!
Podíamos, ao menos, ter-nos entendido, de uma vez por todas, sobre o essencial desse dia distante: a liberdade. Mas nem isso. Basta ver como, hoje ainda, os próprios militares de Abril estão divididos, para perceber como essa coisa aparentemente tão simples que é a ideia de liberdade continua a dividir uma nação que nunca, verdadeiramente, a amou, respeitou ou se bateu por ela. Na semana em que Otelo foi promovido a coronel, com efeitos retroactivos, Jaime Neves foi promovido a general, e a Associação dos Militares de Abril amuou por causa desta última. Não perceberam que o que aconteceu em determinado momento não pode ser apagado da história pelos momentos supervenientes, seja de que lado for: que a liberdade se ficou a dever, primeiro, a Salgueiro Maia e Otelo, e, depois, a Eanes e Jaime Neves.
O "bota-abaixo", como diz José Sócrates, é o que nós achamos de mais próximo à liberdade: poder dizer livremente mal de todos os 'políticos', depois de cinquenta anos em que ninguém se atrevia sequer a dizê-lo à própria sombra. Tornar o simples exercício do poder e a correspondente exposição pública uma oportunidade para o fartar vilanagem, que confundimos com coragem. Não digo, antes pelo contrário, que os políticos sejam melhores hoje do que eram há dez, vinte ou trinta anos: aqui, na Europa, no resto do planeta. Digo é que, quando acontece alguém chegar à política movido pelo sentido de serviço público e pela vontade de transformar as coisas, ele é tranquilamente cilindrado como os outros, com a leveza de um Vasco Lourenço discorrendo sobre o país ou de um qualquer 'corajoso', insultando, anónima e impunemente, nos blogues do mundo fácil de governar da net.
Não devíamos, assim, queixar-nos ou admirar-nos se os melhores desistem e se os piores regressam, no vazio criado. Para desgraça nossa - e com o nosso voto! -, Santana Lopes vai, muito provavelmente, regressar ao governo de Lisboa, depois de ter deixado a cidade e o país de pantanas. Mas quem quer verdadeiramente preocupar-se em escrutinar o que foi o seu desgoverno passado? As pessoas ficam-se pela espuma das coisas - o túnel do Marquês - e nem querem saber do resto, se o homem é apenas um genial mestre da sedução sem causa nobre. E a senhora que o escolheu - Manuela Ferreira Leite - desdenhou, para encabeçar a lista do PSD às europeias, alguém como Marques Mendes, dos raros que quiseram moralizar as coisas, pagou por isso e se afastou tranquilamente. Devíamos, sim, pensar que Paulo Rangel, o cabeça-de-lista do PSD às europeias, e Nuno Melo, o do PP, são dois excelentes deputados, dos poucos que fazem a diferença, e que os respectivos partidos afastam do Parlamento para esse doirado exílio europeu, onde habitam sumidades políticas como Edite Estrela ou Deus Pinheiro. Devíamos pensar, pior ainda, por que razão desistem eles próprios e tão rapidamente de uma batalha onde farão falta.
Já aqui escrevi, há quinze dias, sobre o que penso do caso Freeport e da posição em que ele coloca José Sócrates. Escrevi que, pessoalmente, acredito na sua inocência, mas não abdico de ver tudo esclarecido, sem margem para qualquer dúvida. O que eu não entendo é a leviandade de tudo isto: um homem é publicamente suspeito do pior dos crimes políticos e a coisa arrasta-se, meses, anos, em fogo lento, sem que ele seja ilibado ou acusado e tendo ainda de governar o país e enfrentar eleições sob esse peso. Não pode desistir, porque seria como que uma confissão de culpa; não pode continuar em igualdade de circunstâncias com os seus adversários políticos, porque há sempre essa terrível suspeita pendente sobre ele. Não pode ficar quieto e calado, porque alimenta as suspeitas; não se pode defender, porque é uma 'ameaça' e uma 'pressão'. O que pode um cidadão, que tem o azar de ser primeiro-ministro de Portugal, fazer num caso destes e enquanto espera que a Justiça cumpra o seu papel?
Há um tipo - que tem o mesmo apelido que eu e que escreve semanalmente no "DN", onde se especializou na ofensa fácil - que escreveu que Sócrates falar de moral é o mesmo que Cicciolina falar de virtude, ou coisa que o valha. O cidadão José Sócrates, sentindo-se ofendido (como qualquer um de nós se sentiria), põe um processo ao ofensor. Tem esse direito? Não: é o primeiro-ministro a intimidar um 'jornalista'. E o 'jornalista' vira mártir da liberdade de imprensa na praça pública. Fala-se em "ameaças intoleráveis", da liberdade em risco, da heróica e antiquíssima luta da imprensa contra o poder, do "jornalismo de investigação" contra as pressões políticas.
Liberdade? De imprensa? Ora, vão pastar caracóis para o Sara! Eles sabem lá o que é a liberdade! Sabem lá o que isso custa a ganhar!
Venha o 25 de Abril, sempre! Mas, por favor, não o comemorem nem o invoquem mais, antes que isto vire fantochada!
Bem, como se vê este texto não é meu, talvez falta de originalidade não ter escrito nada, mas concordei em grande parte com este texto, principalmente com o relacionamento que a população de agora tem com o passado 25 Abril e os seus conceitos de livre expressão e liberdade. Peço desculpa.
domingo, 26 de abril de 2009
Renovação
Assim sendo, muito do que a sociedade sofre, a nível moral, e ético, é de certa forma, um problema moral e ético das instituições religiosas, estes problemas normalmente são transmitidos por familiares, pela sociedade onde vivemos, ou por muitas vezes se aproveitarem de pessoas mais ignorantes que vivem em condições precárias e não têm conhecimento do que se passa no mundo em geral, e por isso, lá vai o papa a correr para África, porque na Europa começa a ser difícil, ou pelo menos devia começar.
Talvez por estar bem disposto, ou por me preocupar, o que quero com este texto, é tentar ajudar a religião a tornar-se saudável, como? Não peço que deixem de acreditar em coisas que não existem, nem a ter santos por tudo e por nada, porque isso era utópico. Peço sim, já que demonstram tanta ligação com a sociedade, que não se aproveitam dela, que não lhes fechem os olhos, porque só instituições bastante opressoras, como sistemas políticos (fascismo) pretendem ter populações analfabetas, iliteradas, ignorantes e que olhem para o mundo de olhos vendados, por outro lado, a religião poderia ser facilmente, superior aos governos e a todas as outras instituições, antigamente matavam todos os cientistas, como Galileu por exemplo, não queriam que a sociedade evoluísse, ainda há 35 anos, aqui em Portugal, tinhamos um governo fascista apoiado pela nossa igreja, e que em troca, recebia também, vários apoios e direitos do governo. Mas isto tudo, um dia passa, porque em 2004 o papa, decidiu pedir desculpas pela inquisição, que matou, matou como um comunismo russo, ou um fascimo alemão.
Aproveitando as mudanças constantes em que as religiões vivem, penso que era bom para elas (oxalá não me oiçam), em vez de estarem sempre um passo atrás, darem um passo à frente, libertar a população, introduzir tudo o que há de novo na ciência como aceite pela religião, vejamos, eu já tentei acreditar em Deus, mas para isso não precisei de ter milhentas regras que me proibissem de tudo nem precisei de ter uma mente retrógada.
Pode parecer estranho eu, como ateu, estar a tentar a religião, mas preocupa-me bastante, todos os que ela faz morrer, por guerras ou por castigos, e existem biliões de pessoas que continuam fiéis, que preferem acreditar em algo ficticio do que em nada, e por essas pessoas, preocupo-me, porque são a sociedade, e esta passa valores continuamente por gerações.
Sem mais nem menos.
domingo, 19 de abril de 2009
Não gosto da banana mas gosto do macaco.
A primeira é uma frase que tenho no meu blogue a sós,
Dualidade, é expressa em branco, por qualquer ponto, e tudo isto se passa e acontece.
A segunda frase é o título deste texto,
Não gosto da banana mas gosto do macaco.
Sem mais nem menos.