Tema Actual
100 anos de república em Portugal

Mostrar mensagens com a etiqueta .Ricardo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta .Ricardo. Mostrar todas as mensagens

sábado, 5 de dezembro de 2009

In Público

São falsos os três extractos de conversas telefónicas alegadamente interceptadas pelos investigadores do processo Face Oculta, tendo como interlocutores o primeiro-ministro José Sócrates e o banqueiro Armando Vara, que foram postos a circular na Internet, através de emails, alguns dos quais remetidos para as redacções de órgãos de comunicação social, apurou o PÚBLICO.O documento tem duas páginas digitalizadas em formato de fotografia, que nada têm a ver com as folhas usadas para transcrições de escutas dos processos onde aquele meio de recolha de prova é utilizado. O documento apresenta várias falhas que levam a considerá-lo como falso, a começar pelo próprio timbre, que é uma reprodução das folhas usadas pelos serviços do Ministério Público da Comarca do Baixo Vouga, quando as escutas são transcritas em papel oficial da Polícia Judiciária.

Uma análise mais detalhada do documento mostra ainda que, ao contrário das peças processuais, a imagem digital difundida anonimamente na blogosfera não está numerada, como sucede com todas as folhas de um inquérito judicial. Outra lacuna a adensar a suspeita de falsificação reside na não identificação do alvo da escuta, número do respectivo telefone e da sessão a que se refere, como também é obrigatório nas transcrições oficiais.

Além disso, os diálogos alegadamente atribuídos a Vara e a Sócrates são demasiado coloquiais, quase como se fossem uma peça de teatro em que cada um dos intérpretes aguarda disciplinadamente o fim da fala do seu interlocutor, quando na realidade, numa conversa telefónica, é difícil que não ocorram atropelos nos diálogos.

O documento foi posto a circular numa altura em que se torna impossível a confirmação da veracidade do seu conteúdo em relação aos originais que contêm as transcrições dos 11 telefonemas que os investigadores da Face Oculta interceptaram, envolvendo o banqueiro e o primeiro-ministro, dado que as escutas e respectivas transcrições foram consideradas nulas pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, conselheiro Noronha Nascimento. É a este que está atribuída a função de juiz de instrução quando há escutas telefónicas em que intervenham o presidente da República, o Primeiro-Ministro e o presidente da Assembleia da República. O despacho do presidente do Supremo determinou a destruição dos suportes digitais em que estavam guardadas. - In Público

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eleições

Boas, a todos, a quem se encontra pelo Prior Velho, a quem está em Roma ou em Azeitão, à groninguesa e ao mariborense, umas boas noites, gostava de vos perguntar, em jeito de comentadores imparciais talvez, mas não necessariamente, a vossa opinião, sobre a campanha eleitoral passada, os resultados, e as perspectivas futuras, em jeito sucinto ou mais alongado, gostava que aceitassem o desafio.

Abraços sinceros.
Resultados Eleitorais

sábado, 20 de junho de 2009

Fecho de Guantanamo

«Portugal está disponível para receber prisioneiros de Guantanamo», garante ministro Luís Amado

Bélgica disposta a acolher prisioneiros de Guantanamo

Prisioneiros de Guantanamo que Itália vai receber devem ser "libertáveis", diz ministro

Acolhimento de prisioneiros de Guantanamo divide europeus


O que acham? Problema deles? Problema também nosso? Por um lado foram eles que criaram a situação, mas se não fosse problema nosso não teríamos pressionado vezes sem conta os EUA para esta situação. Por outro lado, se os recebermos o que lhes vamos fazer? Libertá-los? Prende-los por suspeitas existentes na cabeça dos EUA? Se não aceitássemos para onde iam eles? Outras prisões americanas? México? Quais são as consequências da nossa aceitação? Sinal de mais uma vez nos ajoelharmos perante pedidos americanos?
Pelo menos aquilo vai fechar.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O ou A

Que crise estamos nós a falar?
  • Crise Social Portuguesa
  • Crise Económica Portuguesa
  • Crise Económica Europeia - Antiga CEE em que Portugal aderiu em 86
  • Crise Económica Mundial - Com mundial digo dos Estados Unidos
  • Crise Social Portuguesa - 2ª parte, nesta existem novas oportunidades, tiram-se cursos como quem varre a rua, tira-se o 12ºano como quem não o tira, etc etc.
Se me falarem de crise económica, a Portuguesa, essa já não vivo sem ela, que era de Portugal sem um défice enorme, já que agora a única dependência que tende a diminuir será o petróleo, a agricultura é mais barata a estrangeira, os serviços, são os serviços portugueses com aquele status quo que o diferencia de tudo o resto, será isto bom? Em relação ao comércio a descentralização de uma actividade principal, excluindo a baixa produtividade e o protesto contínuo, é coisa que vem à baila quando se fala de falências. Posto isto, a crise económica portuguesa faz falta! A crise económica portuguesa é um bem para a saúde, é um xanax que não se consegue parar de tomar, é a catarse que nos faz, não purificar como devido, mas ficar na mesma.
A CEE, essa, por enquanto ainda gira, muito em torno dos EUA, e mesmo que cada vez menos, gira em torno de si própria, mas nesse círculo existe sempre uma tangente chamada EUA.
Passando para a CEM / CEUSA, esta é bancária, é capitalista, uma bolhita, que vai enchendo e rebentando, uma cegueira de lucros que de tempos a tempos dá nisto, talvez agora, numa sociedade em constante evolução, estagnada a nível social, estas crises aconteçam mais vezes, se acontecerem, os bancos centrais criam mais moeda, recebm mais juros, mas alguns não vão receber, então alguém vai precisar de dinheiro, menos o banco central (se esse precisar cria moeda para ele), e empresta-se mais, e assim produz-se mais, e vende-se mais, e recebe-se mais, e a moeda inflaciona, mas nisto alguém fica para trás, o BC empresta mais uns trocos, e pronto, isto é uma explicação, digamos, de um professor de história que tenta falar de doenças neurológicas com alguém que lhe perguntou que horas eram.
Noutro campo, talvez agora num misto de social e económico, expressão usada para a sociedade não se sentir reprimida pelo capitalismo, temos o desemprego, que leva também à Portuguese Social Crisis - take 2, o desemprego a meu ver, é capaz de ser, assim em termos simples, a merda mais fácil de explicar, ora bem, temos a internet, essa rapariga, faz com que os serviços públicos passem a ser mais rápidos, cómodos e baratos, sim eu sei que em Portugal não é bem assim. Essa internet diz, não preciso de tantos empregados, eu sei fazer isto sozinha, só preciso, no máximo de uma pessoa para me tratar, dar comida, etc. A nível industrial, como disse atrás, não existe nenhum sector em que sejamos craques mundiais, excepto na cortiça, mas a evolução ditou que as rolhas de cortiça já não estavam na moda, esta falta de uma pila que diga ao mundo é nisto que somos bons, tipo Suiça (chocolate, banca e relojoaria) cria pequenas empresas, essas produzem produtos caros, mais caros que alguns europeus, carissimos em comparação com o 3º mundo, esta distinção curiosa, o 3º mundo é o planeta Terra, voltando ao tópico, essas empresas não vendem, individam-se e falecem de tesão monetária. As grandes empresas, notam que Portugal é capaz de ser o único país que é de 2º mundo, a mão de obra é barata, mas cara, os trabalhadores são explorados, mas também produzem pouco, a única altura em que eles realmente estão dedicados à empresa é na altura da manisfestação para esta não fechar portas, é complexa a mentalidade portuguesa, ao notarem isto, pensam em fugir, e, quem sabe, ir para onde se produz mais barato. Mas o que seria de Espanha sem o nosso desemprego, temos que estar ao lado de toda a nossa irmandade latina, do desemprego espanhol, da corrupção italiana, e, a nossa companheira na doença, e só na doença, porque nunca tivemos saúde, a Grécia, que em qualquer quadro, em qualquer estatística, está sempre conosco.
Crise? Que crise, continuo a ir de carro para a universidade, a almoçar onde me apetece, a comprar roupa sempre que quero, a falar de tudo como se de tudo percebesse, a ter o futuro garantido, tenha 12 ou 18 de média, não falto a concertos, e a sexta é sempre a noite da discoteca, se puder passo o dia no meu quarto a ver sport tv, a crise, é factor psicológico, eles querem que nos assustemos, que tenhamos medo, de viver.

Sem mais nem menos, acho que já chega.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O estado do tempo em estado líquido

Normalmente, seria mais um texto cheio de piada, mas a piada ficou com o Abílio.
Ou não.
Estranho será pensar, porque chamamos estado, não ao estado do tempo, mas ao próprio estado que nos governa, se virmos bem, actuamente, por consenso, vivemos num estado de merda, ou então num estado de calamidade, se for mais optimistas, podemos viver num estado de evolução social mais lenta do que deveria ser suposto, pois não acompanha a evolução económica, que está a recair, nem a tecnológica que não para, mas a sua utilidade pode ser posta em causa muitas vezes.
Mas e o estado do tempo, será intemporal? Depende se faz chuva ou não, mas decerto que está diferente, e nesta altura eu derivava esta conversa para as alterações climáticas, Al Gore, "Verdades Inconvenientes", Sétimo Selo, Os Verdes, etc, mas conversa é barata, e o que vos digo, é que este clima quente, húmido, misturado com vento, cinza e chuviscos, me dá vontade de não ter vontade, e perpetuo-me ano após ano com esta sensação de inércia, e se isto é mais pessoal, não há nada de tão impessoal como falar do tempo, porque tempo é tempo, e esse é diverso, poderia eu falar do tempo que faz hoje, ou do tempo que falta para fazer o tempo de amanhã, e por aí adiante, sem tipo fico eu.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Viver morto? Morrer vivo? Morrer morto? Morrer morto-vivo?

Neste texto vou apenas mostrar alguns tópicos que andei a pesquisar, também alguns links que vou explicitar mas de forma reduzida.
Em curtas palavras digo que sou a favor da eutanásia, completamente, mas não é isso que me leva aqui hoje.

Primeiro, reparei numa notícia de 2008, novembro, em que o Centro de Estudos de Bioética defende os cuidados paliativos( que não vou explicar, pois já aqui foram referidos - Texto da Patrícia), não explicitam muito bem o seu ponto de vista na notícia, apenas afirmam que deverá haver uma “rápida e total implementação da rede de cuidados paliativos, certa de que a resposta a um (raro) pedido de eutanásia é a compassiva e total prestação de cuidados, de modo a que o doente terminal viva em paz a sua vida até morrer”. Penso que aqui deverá ser discutido qual o patamar e quem decide, o "viva (...) até morrer".
Link da notícia

Noutra notícia, e aí aponto para as várias tomadas de posição, pois, no fim de contas, não estamos na situação, e cada um é como cada qual, e não sabemos os sentimentos dessas pessoas, o DN, numa notícia de 2007, Outubro, relata um estudo feito pela faculdade de medicina do Porto, feito pelo serviço de biomédica e ética médica dessa universidade, neste estudo, Link da notícia, 50% dos idosos admite a legalização da Eutanásia, e a aceitação do suícidio assistido, estando a diferença dos dois, de forma simples, na existência ou não de doença, respectivamente. Não vou aqui falar das regras do estudo, mas são interessantes. Nas suas conclusões ligam este pensamento ao facto de se sentirem sós, e excluídos do mundo, para complementar este pensamento, que a meu ver está correcto, mas que não deverá ser generalizado na população estudada, Rui Nunes, o director do serviço, pensa que isto reflecte, tal como na notícia anterior, uma necessidade de melhorar, aumentar a rede de cuidados paliativos, neste ponto, de forma rude poderia dizer, BULSHIT, mas não quero ser mal educado, poderia ser irónico e pensar que todos aqueles medicamentos usados para tirar as dores e deixar as pessoas nas nuvens (aquilo que todos os jovens querem na adolescência) são amigos e companheiros destes idosos, mas vou tentar ser sério, ora bem, é simples, cuidados paliativos não são a resolução para os idosos deixarem de se sentir sozinhos ou excluídos, no máximo ficam com mais sono, poderão se rir, poderão não ter consciência do real, morrer sem dores, mas viver sem consciência, ou seja, penso que esta abordagem não foca o social e psicológico dos inquiridos, e não serve de conclusão ou resolução.

No site AidsPortugal, encontrei também algo interessante, na ligação entre os indivíduos seropositivos e a eutanásia, um caso talvez ainda mais complicado que a velhice, num estudo mais complexo, ( mais uma vez vou pedir que vejam a população estudada, a amostra, e o método no link), numa das conclusões, "estima-se que um terço das pessoas vivas com VIH-1 ou SIDA nos países desenvolvidos consideraram o pedido de apressar a morte, a qual é dez vezes mais do que entre os controlos seronegativos".
Num total de 32 entrevistas, entre 1996 e 1998, 20 disseram estar decididos a seguir a eutanásia ou o suicídio assistido, 3 disseram estar contra, e 9 mostraram-se indecisos.
As razões dadas nas entrevistas a favor da eutanásia ou suicídio assistido relacionam-se com o medo e a experiência de dois factores principais: a desintegração e a perda da comunidade, a qual os autores "definiram como uma diminuição progressiva das oportunidades para iniciar e manter relações sociais apertadas. Estes factores resultavam numa percepção de perda de eles próprios. A eutanásia e o suicídio assistido eram vistos pelos participantes como um meio de limitar a perda do "eu".
Estes autores, já relacionam este desejo de 63% dos inquiridos com factos sociais, relações, exclusão e problemas individuais, excluindo as repercussões da doença ou mesmo da sua evolução, ou seja, não é, para eles, uma questão de dor física, mas sim psicológica, e pensam que estas vontades poderão ser minoradas, através de políticas sociais, uma das limitações deste estudo foi o anonimato, pois no Canadá a eutanásia e o suicídio assistido são proibidos por lei.

Existem 3 países onde a eutanásia é legal, na Bélgica, na Holanda e na Suíça, na Austrália apenas foi legal durante uns meses, em 1996, e é também legal no Oregon (USA) - Reuters
Penso que a liberdade implica cada um fazer o que quer com a sua vida, ou melhor, com o término dela, pois não penso que os suíços, os belgas, etc, sejam mais infelizes, porque dão a oportunidade às pessoas, de pensarem se querem ou não morrer, e quando o querem fazer, não pense que implique grandes estudos, não pense que implique grande alarido por parte da medicina, penso que acima de tudo é uma questão social, uma questão individual, psicológica.

Por fim gostava de apresentar este livro, ainda não li, porque não tenho, mas gostei da introdução que é dada, e como tal, eis - Estudo Jurídico da Eutanásia em Portugal - Direito Sobre a Vida ou Direito de Viver?



Sem mais nem menos.

domingo, 3 de maio de 2009

Essa coisa tão simples: liberdade

Miguel Sousa Tavares

Passam hoje 35 anos sobre a tal inesquecível madrugada libertadora. Como de costume, o regime vai assinalar a data com umas quantas cerimónias, públicas e particulares, sempre previsíveis, sempre obrigatórias e sempre destituídas de sentido. O Presidente da República vai fazer o habitual discurso na Assembleia, em que tudo o que interessa é ler nas entrelinhas se ele ataca ou não ataca o Governo em funções - conforme é tradição da data; o PCP e a extrema-esquerda vão desfilar por aí, jurando que "Abril está por cumprir"; e o coronel Vasco Lourenço, em representação dos militares do 25 de Abril, vai destilar o seu habitual azedume contra os 'políticos' e insinuar que, se for preciso, eles são capazes de voltar a pegar em armas e acabar "o que ficou inacabado". Há muito que defendo que a memória dessa luminosa manhã de liberdade deveria deixar de ser comemorada - pelo menos, assim -, como forma de preservar a sua dignidade. O passado é um país distante e a sua revisitação, a tentativa de reinventar um dia feliz vivido lá atrás, acaba sempre por ter um sabor amargo, a mofo.

Além de que esta sessão anual de lamúrias públicas não tem razão de ser: o 25 de Abril foi cumprido, tanto quanto o podia ser. Os três D foram cumpridos. Democratizámos, mas a democracia - numa nação que nunca teve a liberdade como o primeiro e absoluto dos valores - não é muito mais do que isto. Descolonizámos - tarde e mal, e mal porque tarde -, mas cumprimos o princípio essencial de devolver o que não era nosso e que só as circunstâncias históricas (sem dúvida motivo de orgulho) nos tinham provisoriamente confiado. E desenvolvemo-nos: sim, desenvolvemo-nos. Só quem não viveu ou não se lembra do que era o Portugal de 1974, só quem não viu, por exemplo, a série de programas de António Barreto na RTP, é que pode ainda ter dúvidas sobre isso. O Portugal de hoje não tem nada, rigorosamente nada, a ver com o Portugal do Estado Novo - miserável, ignorante, de mão estendida e espinha curvada. Acontece é que nunca estamos satisfeitos, achámos que a liberdade era o direito de tudo reclamar, todos os direitos sem nenhuns deveres, a Europa e o mundo fascinados a nossos pés, pagando eternamente pelo espectáculo da nossa liberdade e do cravo na lapela, e nós encostados aos subsídios e às facilidades sem termos de nos cansar. Hélas!, não é assim que se constroem as nações que vão à frente!

Podíamos, ao menos, ter-nos entendido, de uma vez por todas, sobre o essencial desse dia distante: a liberdade. Mas nem isso. Basta ver como, hoje ainda, os próprios militares de Abril estão divididos, para perceber como essa coisa aparentemente tão simples que é a ideia de liberdade continua a dividir uma nação que nunca, verdadeiramente, a amou, respeitou ou se bateu por ela. Na semana em que Otelo foi promovido a coronel, com efeitos retroactivos, Jaime Neves foi promovido a general, e a Associação dos Militares de Abril amuou por causa desta última. Não perceberam que o que aconteceu em determinado momento não pode ser apagado da história pelos momentos supervenientes, seja de que lado for: que a liberdade se ficou a dever, primeiro, a Salgueiro Maia e Otelo, e, depois, a Eanes e Jaime Neves.

O "bota-abaixo", como diz José Sócrates, é o que nós achamos de mais próximo à liberdade: poder dizer livremente mal de todos os 'políticos', depois de cinquenta anos em que ninguém se atrevia sequer a dizê-lo à própria sombra. Tornar o simples exercício do poder e a correspondente exposição pública uma oportunidade para o fartar vilanagem, que confundimos com coragem. Não digo, antes pelo contrário, que os políticos sejam melhores hoje do que eram há dez, vinte ou trinta anos: aqui, na Europa, no resto do planeta. Digo é que, quando acontece alguém chegar à política movido pelo sentido de serviço público e pela vontade de transformar as coisas, ele é tranquilamente cilindrado como os outros, com a leveza de um Vasco Lourenço discorrendo sobre o país ou de um qualquer 'corajoso', insultando, anónima e impunemente, nos blogues do mundo fácil de governar da net.

Não devíamos, assim, queixar-nos ou admirar-nos se os melhores desistem e se os piores regressam, no vazio criado. Para desgraça nossa - e com o nosso voto! -, Santana Lopes vai, muito provavelmente, regressar ao governo de Lisboa, depois de ter deixado a cidade e o país de pantanas. Mas quem quer verdadeiramente preocupar-se em escrutinar o que foi o seu desgoverno passado? As pessoas ficam-se pela espuma das coisas - o túnel do Marquês - e nem querem saber do resto, se o homem é apenas um genial mestre da sedução sem causa nobre. E a senhora que o escolheu - Manuela Ferreira Leite - desdenhou, para encabeçar a lista do PSD às europeias, alguém como Marques Mendes, dos raros que quiseram moralizar as coisas, pagou por isso e se afastou tranquilamente. Devíamos, sim, pensar que Paulo Rangel, o cabeça-de-lista do PSD às europeias, e Nuno Melo, o do PP, são dois excelentes deputados, dos poucos que fazem a diferença, e que os respectivos partidos afastam do Parlamento para esse doirado exílio europeu, onde habitam sumidades políticas como Edite Estrela ou Deus Pinheiro. Devíamos pensar, pior ainda, por que razão desistem eles próprios e tão rapidamente de uma batalha onde farão falta.

Já aqui escrevi, há quinze dias, sobre o que penso do caso Freeport e da posição em que ele coloca José Sócrates. Escrevi que, pessoalmente, acredito na sua inocência, mas não abdico de ver tudo esclarecido, sem margem para qualquer dúvida. O que eu não entendo é a leviandade de tudo isto: um homem é publicamente suspeito do pior dos crimes políticos e a coisa arrasta-se, meses, anos, em fogo lento, sem que ele seja ilibado ou acusado e tendo ainda de governar o país e enfrentar eleições sob esse peso. Não pode desistir, porque seria como que uma confissão de culpa; não pode continuar em igualdade de circunstâncias com os seus adversários políticos, porque há sempre essa terrível suspeita pendente sobre ele. Não pode ficar quieto e calado, porque alimenta as suspeitas; não se pode defender, porque é uma 'ameaça' e uma 'pressão'. O que pode um cidadão, que tem o azar de ser primeiro-ministro de Portugal, fazer num caso destes e enquanto espera que a Justiça cumpra o seu papel?

Há um tipo - que tem o mesmo apelido que eu e que escreve semanalmente no "DN", onde se especializou na ofensa fácil - que escreveu que Sócrates falar de moral é o mesmo que Cicciolina falar de virtude, ou coisa que o valha. O cidadão José Sócrates, sentindo-se ofendido (como qualquer um de nós se sentiria), põe um processo ao ofensor. Tem esse direito? Não: é o primeiro-ministro a intimidar um 'jornalista'. E o 'jornalista' vira mártir da liberdade de imprensa na praça pública. Fala-se em "ameaças intoleráveis", da liberdade em risco, da heróica e antiquíssima luta da imprensa contra o poder, do "jornalismo de investigação" contra as pressões políticas.

Liberdade? De imprensa? Ora, vão pastar caracóis para o Sara! Eles sabem lá o que é a liberdade! Sabem lá o que isso custa a ganhar!

Venha o 25 de Abril, sempre! Mas, por favor, não o comemorem nem o invoquem mais, antes que isto vire fantochada!

Bem, como se vê este texto não é meu, talvez falta de originalidade não ter escrito nada, mas concordei em grande parte com este texto, principalmente com o relacionamento que a população de agora tem com o passado 25 Abril e os seus conceitos de livre expressão e liberdade. Peço desculpa.

domingo, 26 de abril de 2009

Renovação


De acordo com o Gordon Conwell Theological Seminary, existem 12 religiões consideradas importantes pelo número de seguidores, de acordo com os dados fornecidos por eles, o cristianismo, que deverá ser o catolicismo, possuí cerca de 2.100 milhões de crentes, seguindo o islão com 1.300 milhões, por aí adiante, pelo meio da lista conta-se com 769 milhões de ateístas e no fim com 108 milhões de pessoas que seguem novas religiões.
Ora, em poucas palavras, a religião é uma instituição, que de certa forma te faz acreditar em algo superior a ti, e ao mundo, e que se tu a seguires, estarás protegido até ao fim dos teus dias, mas se, tocares num preservativo, vais ter que despender muito dinheiro e muitas horas de preces para te escapares do sítio quente para onde mereces ser enviado depois de tamanho pecado.
Assim sendo, muito do que a sociedade sofre, a nível moral, e ético, é de certa forma, um problema moral e ético das instituições religiosas, estes problemas normalmente são transmitidos por familiares, pela sociedade onde vivemos, ou por muitas vezes se aproveitarem de pessoas mais ignorantes que vivem em condições precárias e não têm conhecimento do que se passa no mundo em geral, e por isso, lá vai o papa a correr para África, porque na Europa começa a ser difícil, ou pelo menos devia começar.
Talvez por estar bem disposto, ou por me preocupar, o que quero com este texto, é tentar ajudar a religião a tornar-se saudável, como? Não peço que deixem de acreditar em coisas que não existem, nem a ter santos por tudo e por nada, porque isso era utópico. Peço sim, já que demonstram tanta ligação com a sociedade, que não se aproveitam dela, que não lhes fechem os olhos, porque só instituições bastante opressoras, como sistemas políticos (fascismo) pretendem ter populações analfabetas, iliteradas, ignorantes e que olhem para o mundo de olhos vendados, por outro lado, a religião poderia ser facilmente, superior aos governos e a todas as outras instituições, antigamente matavam todos os cientistas, como Galileu por exemplo, não queriam que a sociedade evoluísse, ainda há 35 anos, aqui em Portugal, tinhamos um governo fascista apoiado pela nossa igreja, e que em troca, recebia também, vários apoios e direitos do governo. Mas isto tudo, um dia passa, porque em 2004 o papa, decidiu pedir desculpas pela inquisição, que matou, matou como um comunismo russo, ou um fascimo alemão.
Aproveitando as mudanças constantes em que as religiões vivem, penso que era bom para elas (oxalá não me oiçam), em vez de estarem sempre um passo atrás, darem um passo à frente, libertar a população, introduzir tudo o que há de novo na ciência como aceite pela religião, vejamos, eu já tentei acreditar em Deus, mas para isso não precisei de ter milhentas regras que me proibissem de tudo nem precisei de ter uma mente retrógada.
Pode parecer estranho eu, como ateu, estar a tentar a religião, mas preocupa-me bastante, todos os que ela faz morrer, por guerras ou por castigos, e existem biliões de pessoas que continuam fiéis, que preferem acreditar em algo ficticio do que em nada, e por essas pessoas, preocupo-me, porque são a sociedade, e esta passa valores continuamente por gerações.

Sem mais nem menos.

domingo, 19 de abril de 2009

Não gosto da banana mas gosto do macaco.

Boas, vou começar primeiro por uma parte séria e depois brincar com coisas que tenho na mente, dentro disto vou tentar dar-vos algo de útil neste final de semana.
A primeira é uma frase que tenho no meu blogue a sós,
Dualidade, é expressa em branco, por qualquer ponto, e tudo isto se passa e acontece.
Isto é, de maneira simples, um dos vários conflitos interiores que tenho várias vezes, talvez um sentido de multiplicidade forçado por mim, por idolatrar Pessoa, mas isso nunca se vai saber, uma ambiguidade de altos e baixos que me reflecte em questões que apresento demasiadas respostas e acabo por ficar a branco, e enquanto fico branco, tudo passa, e tudo vai acontecendo, a questão do tempo, talvez, mas é de facto algo que me deixa muito confuso, e acabo por escrever assim.

A segunda frase é o título deste texto,
Não gosto da banana mas gosto do macaco.
Esta é mais fácil, ontem descobri que gosto dos meus amigos, mas que não gosto do pénis deles, ora não é nada demais, sem querer ofender o pénis do Cláudio e do Bernardo, mas fico por abraços e beijinhos, e elogios, porque de facto, para quem não sabe, o meu pénis também me repugna. Hoje não estou com muita paciência, peço desculpas.

Sem mais nem menos.
free counters