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domingo, 26 de abril de 2009

a morte ou a doença são factos reais que dificilmente aceitamos

somos vitimas dos nossos estilos de vida,
somos mortais.
até que ponto um estilo de vida,
não será uma religião?

apesar de nao concordar com os principios da igreja católica neste campo da prevenção da saúde, devo dizê-lo que assim como a igreja ajuda a propagar o virus da sida, essa mesma igreja ajuda todos os seus perigrinos a morrer de forma pacifica, e muitas vezes ajuda-os a viver os ultimos dias de vida de uma forma intensa e completamente feliz. Avaliando factos, e de acordo com a minha experiência a religião é sempre a ultima cura de um processo vital, que foi muitas vezes desastroso.

a religião cria a paz no leito da morte, de um espiritualismo étereo e divinal, pedindo em troca a vida dos seus seguidores.

o meu trabalho, os meus habitos de vida (comida, exercicio fisicio, a bebida, o tabaco) também nao sao comportamentos de risco que me levam a uma morte prematura?

não me interessa chegar a uma conclusão,
muito menos culpabilizar alguem,
porque assim enconstamonos a sombra da bananeira, e o cepticismo torna-se num dogma.

agora passo a citar o professor Michael, antropólogo: todos nós sabemos sempre o que é melhor para os outros - dito de forma irónica, claro.

interessa-me sim, avaliar factos e questionar-me sobre a sua origem, para actuar de acordo com as circunstancias a que nos propomos.


e tudo se baseia na forma de como tu encaras a morte.

estudante de enfermagem

quinta-feira, 16 de abril de 2009

curioso como o rácio humano estabelece regras de forma permanente e inconsciente

Gustav Glimt

Então de acordo com as normas estabelecidas, sigo escrupulosamente as instruções que me foram dadas e passo a transcrever o seguinte período:

"há frases que parecem espontâneas, produto da ocasião, e só o nosso âmago sabe que mós as moeram, que filtros as filtraram, invisivelmente, por isso quando alcançam a exprimir-se caem como sentenças salmónicas, o melhor, depois delas teria sido o silêncio, o melhor seria que um dos dois interlocutores se ausentasse, o que as disse, ou o que as ouviu, mas no geral não é assim que se procedem, as pessoas falam, falam, até que vem a perder-se por completo o sentido daquilo que, em um instante, foi definitivo e irrefragável."


José Saramago,
como os pontos finais finitam as frases, aproveitei-me deste estilo peculiar para citar a última frase que li hoje .
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