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domingo, 26 de abril de 2009

tema semana 3

O tema escolhido esta semana, numa altura oportuna, é a aclamada Revolução dos Cravos que mudou o país por completo no dia 25 de Abril de 1974. Apesar de ser uma temática abordada sempre pelo patriotismo e, saudosismo de uma revolução que acabou com a ditadura que oprimia o país.
No entanto, sem querer parecer rigorosa, queria deixar uma sugestão para o tema, deixando sempre margem de manobra para a rejeitarem aquando do vosso dia: penso que seria interessante abordar-se aspectos específicos mas ao mesmo tempo gerais, sem entrar nas aclamadas homenagens a este dia. A Revolução dos Cravos, foi um momento de viragem em termos económicos, sociais, políticos, culturais e, muito mais. Acho que traria um valor acrescentado escolhermos uma destas áreas e, fazer uma crítica transversal a nível temporal, uma espécie de antes e, depois.
Penso que somos demasiado novos, para opinarmos emocionalmente esta data visto que, nem sequer presenciamos este dia nem como era viver numa ditadura.
Deixo então, nenhum espécie de guia, mas uma música que não deixa de ter o sentido patriótico, preservando a intemporalidade deste dia nacional, na grande voz do panorama nacional e internacional, Amália.



Resultados da Sondagem (Semana 1)

Sondagem 'Qual a melhor quote da semana?'

Ricardo - 40%
'Dualidade, é expressa em branco, por qualquer ponto, e tudo isto se passa e acontece'

Cristina e Marta - 23%
Cristina - 'Olá cordão umbilical que me liga à loucura.'
Marta - 'O tempo não espera. O tempo não espera por ninguém.'

Bernardo e Claúdio - 15%
Bernardo - 'Nada é o que parece ser a não ser que a tua mente não seja controlada por ti.'
Claúdio - ' Isto (música brasileira) só faz sentido bêbado.'

Patrícia - 7%
'Com a bebedeira tudo é possível.'


-> Abre então nova sondagem sobre a semana que passou !

a morte ou a doença são factos reais que dificilmente aceitamos

somos vitimas dos nossos estilos de vida,
somos mortais.
até que ponto um estilo de vida,
não será uma religião?

apesar de nao concordar com os principios da igreja católica neste campo da prevenção da saúde, devo dizê-lo que assim como a igreja ajuda a propagar o virus da sida, essa mesma igreja ajuda todos os seus perigrinos a morrer de forma pacifica, e muitas vezes ajuda-os a viver os ultimos dias de vida de uma forma intensa e completamente feliz. Avaliando factos, e de acordo com a minha experiência a religião é sempre a ultima cura de um processo vital, que foi muitas vezes desastroso.

a religião cria a paz no leito da morte, de um espiritualismo étereo e divinal, pedindo em troca a vida dos seus seguidores.

o meu trabalho, os meus habitos de vida (comida, exercicio fisicio, a bebida, o tabaco) também nao sao comportamentos de risco que me levam a uma morte prematura?

não me interessa chegar a uma conclusão,
muito menos culpabilizar alguem,
porque assim enconstamonos a sombra da bananeira, e o cepticismo torna-se num dogma.

agora passo a citar o professor Michael, antropólogo: todos nós sabemos sempre o que é melhor para os outros - dito de forma irónica, claro.

interessa-me sim, avaliar factos e questionar-me sobre a sua origem, para actuar de acordo com as circunstancias a que nos propomos.


e tudo se baseia na forma de como tu encaras a morte.

estudante de enfermagem

Renovação


De acordo com o Gordon Conwell Theological Seminary, existem 12 religiões consideradas importantes pelo número de seguidores, de acordo com os dados fornecidos por eles, o cristianismo, que deverá ser o catolicismo, possuí cerca de 2.100 milhões de crentes, seguindo o islão com 1.300 milhões, por aí adiante, pelo meio da lista conta-se com 769 milhões de ateístas e no fim com 108 milhões de pessoas que seguem novas religiões.
Ora, em poucas palavras, a religião é uma instituição, que de certa forma te faz acreditar em algo superior a ti, e ao mundo, e que se tu a seguires, estarás protegido até ao fim dos teus dias, mas se, tocares num preservativo, vais ter que despender muito dinheiro e muitas horas de preces para te escapares do sítio quente para onde mereces ser enviado depois de tamanho pecado.
Assim sendo, muito do que a sociedade sofre, a nível moral, e ético, é de certa forma, um problema moral e ético das instituições religiosas, estes problemas normalmente são transmitidos por familiares, pela sociedade onde vivemos, ou por muitas vezes se aproveitarem de pessoas mais ignorantes que vivem em condições precárias e não têm conhecimento do que se passa no mundo em geral, e por isso, lá vai o papa a correr para África, porque na Europa começa a ser difícil, ou pelo menos devia começar.
Talvez por estar bem disposto, ou por me preocupar, o que quero com este texto, é tentar ajudar a religião a tornar-se saudável, como? Não peço que deixem de acreditar em coisas que não existem, nem a ter santos por tudo e por nada, porque isso era utópico. Peço sim, já que demonstram tanta ligação com a sociedade, que não se aproveitam dela, que não lhes fechem os olhos, porque só instituições bastante opressoras, como sistemas políticos (fascismo) pretendem ter populações analfabetas, iliteradas, ignorantes e que olhem para o mundo de olhos vendados, por outro lado, a religião poderia ser facilmente, superior aos governos e a todas as outras instituições, antigamente matavam todos os cientistas, como Galileu por exemplo, não queriam que a sociedade evoluísse, ainda há 35 anos, aqui em Portugal, tinhamos um governo fascista apoiado pela nossa igreja, e que em troca, recebia também, vários apoios e direitos do governo. Mas isto tudo, um dia passa, porque em 2004 o papa, decidiu pedir desculpas pela inquisição, que matou, matou como um comunismo russo, ou um fascimo alemão.
Aproveitando as mudanças constantes em que as religiões vivem, penso que era bom para elas (oxalá não me oiçam), em vez de estarem sempre um passo atrás, darem um passo à frente, libertar a população, introduzir tudo o que há de novo na ciência como aceite pela religião, vejamos, eu já tentei acreditar em Deus, mas para isso não precisei de ter milhentas regras que me proibissem de tudo nem precisei de ter uma mente retrógada.
Pode parecer estranho eu, como ateu, estar a tentar a religião, mas preocupa-me bastante, todos os que ela faz morrer, por guerras ou por castigos, e existem biliões de pessoas que continuam fiéis, que preferem acreditar em algo ficticio do que em nada, e por essas pessoas, preocupo-me, porque são a sociedade, e esta passa valores continuamente por gerações.

Sem mais nem menos.

sábado, 25 de abril de 2009

Papa Bento XVI na sua visita aos Camarões decidiu lançar controvérsia com a transmissão da mensagem da Igreja quanto à sua posição relativamente ao uso de métodos contraceptivos, tomando como alvo principal o preservativo. Como ateísta, como membro de uma sociedade minimamente consciente do perigo da Sida, as palavras de Bento XVI são tomadas como mais uma brisa de mofo da credibilidade da Igreja Católica. É incontornável a aversão da Igreja quanto aos métodos contraceptivos, até se deixaram levar e, admitir a abstinência como método de contracepção, algo que o Papa considera apenas possível em casos de graves dificuldades conjugais. O Papa considera os métodos de contracepção, uma negação do amor conjugal, de acordo com as suas declarações em Outubro de 2008. Apesar do sexo ser um tabú, a aceitação de uma realidade, em que o sexo não é o estabelecimento de uma relação de amor conjugal, é algo inquestionável. A questão aqui não é pôr em causa a fé das pessoas, nem aceitar uma realidade que é contra os princípios da igreja, mas sim aceitar um comportamento da sociedade actual. Mais uma vez, partimos para o grande problema da Igreja Católica, a sua falta de actualização. Apesar de como ateus questionarmos por completo a religião, estas declarações devem mostrar-nos um quadro maior e, aceitar a escolha de grande parte da população. Ao analisarmos devemos ter em conta a crença de populações e, não o nosso ceptismo.
Apesar da explosão mediática contra estas declarações, foi importante o Papa ter vindo marcar a sua posição. O seu discurso apela a algo importante, em oposição às palavras chocantes que lançou e toda a imprensa se focou. A epidemia da Sida, é acima de tudo uma questão de comportamento e, muita gente perde-se pelo caminho neste assunto. De acordo com Edward C. Green, especialista em prevenção de Sida do Centro de Harvard, está comprovado empiricamente que a abstinência tem um impacto maior na prevenção da Sida, o que para mim não deve ser tido como uma validação para as palavras do Papa, como os jornais fazem crer com manchetes : 'Especialista de Harvard diz que palavras de Papa estão correctas' . Acho que as palavras de ambos, o Papa e Edward C. Green, devem alertar as pessoas para o problema a nível comportamental que existe em África maioritariamente. Existem campanhas em Angola, que vão além da entrega de preservativos, como campanhas de sensibilização sobre a fidelidade, a auto-estima e a solidariedade. Devemos tomar a luta contra a Sida, como algo mais complexo do que realmente se faz crer. Talvez Bento XVI, não consiga é perceber a natureza humana e a complexidade do seu comportamento, tal como não deve saber que o preservativo é uma alternativa que tem efeitos mais imediatos e, que é tomado como a alternativa a seguir para o caminho certo (que não percebe minimamente de preservativos já percebemos, visto que acha que o preservativo agrava a expansão do vírus da Sida).
E, ainda mais importante para mim, é observar bispos,não assinarem por baixo das declarações da sua instituição. O bispo de Viseu, considera deveres éticos acima de deveres religiosos, o que o categoriza como no mínimo, revolucionário dentro do espectro da Igreja. O bispo das Forças Armas, D. Januário Torgal Ferreira vai mais longe e afirma 'proibir o preservativo é consentir na morte de muitas pessoas', o que me faz respeitar minimamente as pessoas que transmitem a mensagem da religião católica, e que sabem diferir o sentido ético do religioso.
E, o mais irónico, é que em comemorações da liberdade de expressão, assistimos a uma censura por parte do Vaticano aos nossos bispos. Isso por um lado, tem o seu sentido positivo, existe um maior cepticismo quanto ao Vaticano e, às suas declarações, e a sua resposta neste caso só ajuda a que haja uma melhor percepção da falha na credibilidade da própria Igreja.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Responsabilidade

Para mim é um bocado difícil olhar para estas notícias como importantes ou com algum relevo. Sou ateu e, mesmo que não fosse, nunca seguiria a opinião retrógada dessa gente, Papas e afins. Se calhar estou a olhar de fora e consigo distanciar-me dessas palavras que não me afectam em nada.
O meu problema é com os milhões de pessoas que não recebem toda a informação, que não têm a sorte de poder parar e perceber naquilo que realmente acreditam e as razões para tal. Pessoas que a única preocupação, infelizmente, é a sua subsistência. Elas, na sua ignorância, são levadas a idolatrar um Deus e a seguir toda essa doutrina. Isto leva a que o Papa, como homem mais alto nessa hierarquia, mas também todos os bispos e padres que se relacionam com o seu "rebanho" tenham uma responsabilidade enorme sobre a vida destas pessoas.
Todos sabemos as graves epidemias que ocorrem no Mundo e em África em particular. Portanto, acho inconcebível que declarações como o apelo ao não uso do preservativo sejam ditas por pessoas desta responsabilidade. Acho um crime!
Agora quanto às notícias.
Não acho que seja necessário um Cardeal Patriarca vir explicar ou suavizar as palavras do seu superior. Ainda para mais, as suas palavras fazem-me rir.
Agora quanto ao Bispo de Viseu, pensou que apenas disse o que toda a gente já sabe, é uma questão de bom senso, nem precisa de se referir a éticas ou outras coisas. O uso do preservativo, sendo portador de vírus ou não, tem que ser uma realidade aceite como natural. Nem há motivo para discussão.
O que estes homens pensam ou deixam de pensar não me interessa de maneira nenhuma, no meu caso pessoal não são ninguém. O grande problema está, como já tinha dito, nas milhões de pessoas que os seguem e ouvem as suas palavras como verdades absolutas e incontestáveis. Pode ser que pensem por elas próprias.


P.S.: Então Cris?
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