Tema Actual
100 anos de república em Portugal

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A pedido de muitas famílias, a do Carlos principalmente, agradeço imenso o apoio da tua tia, e tenho que lhe agradecer, aspecto a acrescentar na minha agenda, venho declarar, ainda que a meio gás, ou melhor, visto que somos cinco, a 40% do gás, o recomeço deste fantástico inerte por meses, blogue sobre coisas da vida quotidiana que os "jóves" portugueses normalmente não pensam nem falam, nem que seja sobre uma profunda incompreensão sobre o tema, assim sendo, espero que isto siga o seu caminho daqui para frente como algo que sirva para desabafar sobre coisas que na nossa sociedade foram absolvidas por um estranho fenómeno semelhante à PIDE que se entranhou na nossa sociedade juvenil e pré-adulta.
Segunda será então a altura do Carlos publicar qualquer coisa referente ao assunto, mas se quiserem poderá ser mudada a calendarização.
Com isto me despeço, cordiais cumprimentos.

sábado, 5 de dezembro de 2009

In Público

São falsos os três extractos de conversas telefónicas alegadamente interceptadas pelos investigadores do processo Face Oculta, tendo como interlocutores o primeiro-ministro José Sócrates e o banqueiro Armando Vara, que foram postos a circular na Internet, através de emails, alguns dos quais remetidos para as redacções de órgãos de comunicação social, apurou o PÚBLICO.O documento tem duas páginas digitalizadas em formato de fotografia, que nada têm a ver com as folhas usadas para transcrições de escutas dos processos onde aquele meio de recolha de prova é utilizado. O documento apresenta várias falhas que levam a considerá-lo como falso, a começar pelo próprio timbre, que é uma reprodução das folhas usadas pelos serviços do Ministério Público da Comarca do Baixo Vouga, quando as escutas são transcritas em papel oficial da Polícia Judiciária.

Uma análise mais detalhada do documento mostra ainda que, ao contrário das peças processuais, a imagem digital difundida anonimamente na blogosfera não está numerada, como sucede com todas as folhas de um inquérito judicial. Outra lacuna a adensar a suspeita de falsificação reside na não identificação do alvo da escuta, número do respectivo telefone e da sessão a que se refere, como também é obrigatório nas transcrições oficiais.

Além disso, os diálogos alegadamente atribuídos a Vara e a Sócrates são demasiado coloquiais, quase como se fossem uma peça de teatro em que cada um dos intérpretes aguarda disciplinadamente o fim da fala do seu interlocutor, quando na realidade, numa conversa telefónica, é difícil que não ocorram atropelos nos diálogos.

O documento foi posto a circular numa altura em que se torna impossível a confirmação da veracidade do seu conteúdo em relação aos originais que contêm as transcrições dos 11 telefonemas que os investigadores da Face Oculta interceptaram, envolvendo o banqueiro e o primeiro-ministro, dado que as escutas e respectivas transcrições foram consideradas nulas pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, conselheiro Noronha Nascimento. É a este que está atribuída a função de juiz de instrução quando há escutas telefónicas em que intervenham o presidente da República, o Primeiro-Ministro e o presidente da Assembleia da República. O despacho do presidente do Supremo determinou a destruição dos suportes digitais em que estavam guardadas. - In Público

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eleições

Boas, a todos, a quem se encontra pelo Prior Velho, a quem está em Roma ou em Azeitão, à groninguesa e ao mariborense, umas boas noites, gostava de vos perguntar, em jeito de comentadores imparciais talvez, mas não necessariamente, a vossa opinião, sobre a campanha eleitoral passada, os resultados, e as perspectivas futuras, em jeito sucinto ou mais alongado, gostava que aceitassem o desafio.

Abraços sinceros.
Resultados Eleitorais

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Recomeço

Querem recomeçar a actividade regular do blog? Se sim dêem ideias para o tema e para quando começar, talvez esta segunda não era mau pensado.
Beijinhos.
Sem mais nem menos.

domingo, 21 de junho de 2009

mutilação genital feminina

' “Sofri mutilação genital feminina aos dez anos. A minha defunta avó disse-me então que me iam levar perto do rio para executar uma espécie de cerimónia, e que depois me dariam muita comida. Como criança inocente que era, lá fui como uma ovelha para a matança.

Mal entrei no arbusto secreto, levaram-me para um quarto muito escuro e tiraram-me as roupas. Vendaram-me os olhos e despiram-me completamente. Depois, duas mulheres fortes levaram-me para o local onde seria a operação. Quatro mulheres com força obrigaram-me a deitar-me de costas, duas apertando-me uma perna cada uma. Outra mulher sentou-se sobre o meu peito para eu não mexer a parte de cima do meu corpo. Um bocado de tecido foi-me posto dentro da boca para eu não gritar. Depois raparam-me os pelos.

Quando começou a operação debati-me imenso. A dor era terrível e insuportável. Enquanto me debatia cortaram-me e perdi sangue. Todos os que fizeram parte da operação estavam meios bêbados. Outros estavam a dançar e a cantar, e ainda pior, estavam nus.

Fui mutilada com um canivete rombo.

Depois da operação, ninguém me podia ajudar a andar. O que me puseram na ferida cheirava mal e doía. Estes foram momentos terríveis para mim. Cada vez que queria urinar, era forçada a estar em pé. A urina espalhava-se pela ferida e causava de novo a dor inicial. Às vezes tinha de me forçar a não urinar, com medo da dor terrível. Não me anestesiaram durante a operação, nem me deram antibióticos contra infecções. Depois, tive uma hemorragia e fiquei anémica. A culpa foi atribuída à feitiçaria. Sofri durante muito tempo de infecções vaginais agudas.”

Hannah Koroma, Serra Leoa'

In Amnistia Internacional

O tema de hoje é a Mutilação Genital Feminina. Depois de um testemunho, acho importante descobrir tudo o que está por detrás, razões, porquê's, efeitos.

Como já puderam perceber pelo testemunho de Hannah Koroma, este é um processo doloroso que tem consequências importantes, não só a nível psicológico como físico para a mulher.

Mas no que consiste este processo?
- Remoção inteira ou parcial dos órgãos sexuais da mulher;
- O mais frequente é a infibulação (costura do clitóris ou dos lábios vaginais, deixando uma pequena abertura para a urina e menstruação;
- Este processo é aplicado na sua maioria em raparigas entre os 4 e os 8 anos.

Como é feito ?
- Na maioria dos casos é feita por mulheres da comunidade em que a 'vítima' está inserida;
- Esta é realizada com instrumentos impróprios como facas;
- As mulheres ou crianças não são anestesiadas;
- Na infibulação, poderão ser utilizados espinhos para manter os lábios vaginais juntos (as raparigas necessitam de ficar 40 dias com as pernas atadas).

Efeitos provocados:
- Poderá levar à morte;
- HIV;
- As relações sexuais poderão ser dolorosas (possivelmente, para sempre);
- A nível psicológico, humilhação (visto que, se correr mal a culpa é das 'vítimas' porque é considerado que elas é que já eram promíscuas), entre outros.

Porque é que é realizado ?
- Para as mulheres não se tornarem 'impuras';
- Permitir que só os homens sintam prazer sexual;
- Pela tradição da cultura em que estão inseridas.

No entanto, as mulheres não se podem opôr, pois poderão ser julgadas por recusa e oposição aos valores familiares e identidade cultural.

A mutilação genital feminina ocorre principalmente em África, sebem que entre as comunidades emigrantes também ocorre (incluíndo Portugal).

Esta prática é também fundamentada com a história de nos tempos de guerra, os homens terem de manter as mulheres 'frias' para 'não procurarem o sexo o tempo todo'.

Pretendo que este post seja mais de ordem informativa do que de opinião. Tendo em conta a sociedade em que estamos inseridos, estes actos para mim são reprováveis e, é incrível que existam mulheres neste mundo que ainda tenham de ser submetidas a tratamentos deste tipo e a muitos outros.

sábado, 20 de junho de 2009

Fecho de Guantanamo

«Portugal está disponível para receber prisioneiros de Guantanamo», garante ministro Luís Amado

Bélgica disposta a acolher prisioneiros de Guantanamo

Prisioneiros de Guantanamo que Itália vai receber devem ser "libertáveis", diz ministro

Acolhimento de prisioneiros de Guantanamo divide europeus


O que acham? Problema deles? Problema também nosso? Por um lado foram eles que criaram a situação, mas se não fosse problema nosso não teríamos pressionado vezes sem conta os EUA para esta situação. Por outro lado, se os recebermos o que lhes vamos fazer? Libertá-los? Prende-los por suspeitas existentes na cabeça dos EUA? Se não aceitássemos para onde iam eles? Outras prisões americanas? México? Quais são as consequências da nossa aceitação? Sinal de mais uma vez nos ajoelharmos perante pedidos americanos?
Pelo menos aquilo vai fechar.
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