100 anos de república em Portugal
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
blood, sweat and luxuries
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Burqa ban is a revival of an older European battle against religion in the Times
But it would be an error to stigmatise all supporters of the burqa ban as racist, for the issue strikes at the heart of national identity in France, Belgium and elsewhere in Europe.The French Republic, for instance, was built in opposition to the Catholic Church as much as in rebellion against the monarchy. It turned France into a country where religion was accepted, but distrusted by the republican institutions. (...) Politicians, commentators, but also swaths of French public opinion, see radical Islam as a challenge to the secular state and to the values that it is supposed to promulgate — liberty, equality, fraternity.
(...)
Supporters of the ban say the burqa is an affront to the freedom of women, an insult to the notion of sexual equality and an obstruction to fraternal communication. It also presents immense practical difficulties in a country where you have to prove your identity to withdraw money in a bank, to pick your child up from school or to show your monthly buss pass."
Italian police fine woman for wearing burqa in public in the Times
"Amel Marmouri, 26, was stopped by carabinieri officers in a spot check outside a post office in Novara in northern Italy and given a 500 euro (£431) fine, payable within 90 days. She at first declined to lift her veil to be identified because the officers were male, but agreed when a municipal police patrol which included a woman officer was summoned. The fine was imposed under a city ordinance introduced in January in Novara banning any clothing which “prevents the immediate identification of the wearer inside public buildings, schools and hospitals”. It marked the first time the regulation had been enforced.
(...)
Ben Salah Braim, 36, the woman's husband and a building worker, said he would respect the regulation, but would have to confine his wife at home since the Koran forbade other men to see her face. “Amel may not be looked at by other men,” he told Corriere della Sera. “Our religion is explicit on this,” he said. “If this is the law in Italy, what can I do? I don't know how I am going to find the money to pay the 500 Euro fine.”
(...)
However, Izzedin Elzir, an imam in Florence and head of the Islamic Community and Organisations Union in Italy, said it was a “matter of interpretation” whether the Koran forbade women to show their faces in public. 'We are for the freedom of women and against veils of any kind,” he said, adding “Italian laws must be respected.”
(...)
Last Friday Belgium's lower house voted unanimously to prohibit women from wearing full face veils in public. If the bill is passed by the Belgian Senate it will become Europe's first national 'burqa ban'.The French Government of President Nicolas Sarkozy is also drafting a bill that would make it illegal to wear the burqa."
-
De certa forma fiquei impressionada, primeiro pelo facto de na Itália já se ter atingido este ponto e eu nem ter dado conta e segundo porque pela primeira vez oiço argumentos diferentes à suposta liberdade das mulheres. Para ser sincera a minha opinião não tem nenhuma decisão definitiva, mas para quem me conhece provavelmente poderia adivinhar que iria apoiar o lado mais conservador neste caso, o que não acontece principalmente por não concordar com hipocrisias nem com provavelmente razões dadas pelos políticos Berlusconi e Sarkozy.
Quando se começou a falar sobre o ban à burqa em França, a minha opinião era contra. Apesar de tanto protestarem pela liberdade das mulheres e pela igualdade dos direitos, acho que é uma perfeita hipocrisia e como se pode ver Sarkozy utilizou apenas como uma estratégia política, mas também os simpatizantes não vêem o lado oposto. Se querem a liberdade de uma mulher poder andar sem a burqa o mesmo tipo de liberdade teria de ser dado a quem quiser usá-la; acho que mais uma vez, parte daqui o choque entre o lado ocidental e oriental. De certa forma, apesar de achar que os nossos valores são os melhores para uma mulher poder viver numa sociedade, os ocidentais caem sempre na tentação de achar que têm de salvar as mulheres daquela religião, mas a verdade é que durante muito tempo como ocidentais as mulheres também tinham um valor diminuto de ficar em casa, sem direito a estudar ou a votar. A resposta a isto poderia ser que nós evoluímos e a mulher hoje em dia tem um papel igual ao do homem (quando não se tenta aproveitar do facto de ter sido o chamado sexo fraco...) na parte ocidental, mas a verdade é que também houve uma certa evolução no mundo muçulmano, em países como a Turquia nas grandes cidades grande parte das mulheres não usa, apesar de existirem algumas que ainda utilizem e, muitas das quais porque querem proteger os valores da sua religião.
Acho que o facto de ter entrado em contacto com a religião muçulmana me ajudou a perceber muita coisa, apesar de manter certas opiniões. Não entendo porque é que no nosso caso podemos fazer um cartaz do Papa e de Jesus Cristo e, no máximo católicos olham de lado e criticam e, no caso de Maomé houveram feridos e mortos. Dizem-me que são extremistas e que não representam os valores de todos os muçulmanos. Apesar de nem todos serem extremistas eles exigem um certo respeito que corta a nossa liberdade de expressão, ainda hoje a religião é um tabu nos países ocidentais, mas em comunidades muçulmanas o nível de tabu é superior e com consequências mais graves.
Mas, a verdade é que no caso de se querer igualdade o facto de ser necessária a identificação das mulheres e elas não poderem ser identificadas por agentes masculinos causa demasiados problemas relacionados com a religião e, tal como foi dito no artigo, se fosse uma pessoa entrar numa estação da polícia com um capacete o mais provável era que também levasse uma multa. E, o que ainda mais reforça este lado do debate, é o facto de em comunidade muçulmanas existirem muitas mulheres que não utilizam a burqa mas, depois é argumentado que é essencial ter a burqa e que não há outra opção. A opinião de Izzedin Elzir ainda reflecte mais a flexibilidade na utilização do véu. Neste caso é também existente a pressão que a religião ainda tem sobre a lei e os conflitos que podem ocorrer deste choque, é exigido o respeito da religião mas não da lei?
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Segunda será então a altura do Carlos publicar qualquer coisa referente ao assunto, mas se quiserem poderá ser mudada a calendarização.
Com isto me despeço, cordiais cumprimentos.
sábado, 5 de dezembro de 2009
In Público
São falsos os três extractos de conversas telefónicas alegadamente interceptadas pelos investigadores do processo Face Oculta, tendo como interlocutores o primeiro-ministro José Sócrates e o banqueiro Armando Vara, que foram postos a circular na Internet, através de emails, alguns dos quais remetidos para as redacções de órgãos de comunicação social, apurou o PÚBLICO.O documento tem duas páginas digitalizadas em formato de fotografia, que nada têm a ver com as folhas usadas para transcrições de escutas dos processos onde aquele meio de recolha de prova é utilizado. O documento apresenta várias falhas que levam a considerá-lo como falso, a começar pelo próprio timbre, que é uma reprodução das folhas usadas pelos serviços do Ministério Público da Comarca do Baixo Vouga, quando as escutas são transcritas em papel oficial da Polícia Judiciária.
Uma análise mais detalhada do documento mostra ainda que, ao contrário das peças processuais, a imagem digital difundida anonimamente na blogosfera não está numerada, como sucede com todas as folhas de um inquérito judicial. Outra lacuna a adensar a suspeita de falsificação reside na não identificação do alvo da escuta, número do respectivo telefone e da sessão a que se refere, como também é obrigatório nas transcrições oficiais.
Além disso, os diálogos alegadamente atribuídos a Vara e a Sócrates são demasiado coloquiais, quase como se fossem uma peça de teatro em que cada um dos intérpretes aguarda disciplinadamente o fim da fala do seu interlocutor, quando na realidade, numa conversa telefónica, é difícil que não ocorram atropelos nos diálogos.
O documento foi posto a circular numa altura em que se torna impossível a confirmação da veracidade do seu conteúdo em relação aos originais que contêm as transcrições dos 11 telefonemas que os investigadores da Face Oculta interceptaram, envolvendo o banqueiro e o primeiro-ministro, dado que as escutas e respectivas transcrições foram consideradas nulas pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, conselheiro Noronha Nascimento. É a este que está atribuída a função de juiz de instrução quando há escutas telefónicas em que intervenham o presidente da República, o Primeiro-Ministro e o presidente da Assembleia da República. O despacho do presidente do Supremo determinou a destruição dos suportes digitais em que estavam guardadas. - In Público
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Eleições
Abraços sinceros.
Resultados Eleitorais
quinta-feira, 2 de julho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
mutilação genital feminina
Mal entrei no arbusto secreto, levaram-me para um quarto muito escuro e tiraram-me as roupas. Vendaram-me os olhos e despiram-me completamente. Depois, duas mulheres fortes levaram-me para o local onde seria a operação. Quatro mulheres com força obrigaram-me a deitar-me de costas, duas apertando-me uma perna cada uma. Outra mulher sentou-se sobre o meu peito para eu não mexer a parte de cima do meu corpo. Um bocado de tecido foi-me posto dentro da boca para eu não gritar. Depois raparam-me os pelos.
Quando começou a operação debati-me imenso. A dor era terrível e insuportável. Enquanto me debatia cortaram-me e perdi sangue. Todos os que fizeram parte da operação estavam meios bêbados. Outros estavam a dançar e a cantar, e ainda pior, estavam nus.
Fui mutilada com um canivete rombo.
Depois da operação, ninguém me podia ajudar a andar. O que me puseram na ferida cheirava mal e doía. Estes foram momentos terríveis para mim. Cada vez que queria urinar, era forçada a estar em pé. A urina espalhava-se pela ferida e causava de novo a dor inicial. Às vezes tinha de me forçar a não urinar, com medo da dor terrível. Não me anestesiaram durante a operação, nem me deram antibióticos contra infecções. Depois, tive uma hemorragia e fiquei anémica. A culpa foi atribuída à feitiçaria. Sofri durante muito tempo de infecções vaginais agudas.”
Hannah Koroma, Serra Leoa'
Como já puderam perceber pelo testemunho de Hannah Koroma, este é um processo doloroso que tem consequências importantes, não só a nível psicológico como físico para a mulher.
Mas no que consiste este processo?
- Remoção inteira ou parcial dos órgãos sexuais da mulher;
- O mais frequente é a infibulação (costura do clitóris ou dos lábios vaginais, deixando uma pequena abertura para a urina e menstruação;
- Este processo é aplicado na sua maioria em raparigas entre os 4 e os 8 anos.
Como é feito ?
- Na maioria dos casos é feita por mulheres da comunidade em que a 'vítima' está inserida;
- Esta é realizada com instrumentos impróprios como facas;
- As mulheres ou crianças não são anestesiadas;
- Na infibulação, poderão ser utilizados espinhos para manter os lábios vaginais juntos (as raparigas necessitam de ficar 40 dias com as pernas atadas).
Efeitos provocados:
- Poderá levar à morte;
- HIV;
- As relações sexuais poderão ser dolorosas (possivelmente, para sempre);
- A nível psicológico, humilhação (visto que, se correr mal a culpa é das 'vítimas' porque é considerado que elas é que já eram promíscuas), entre outros.
Porque é que é realizado ?
- Para as mulheres não se tornarem 'impuras';
- Permitir que só os homens sintam prazer sexual;
- Pela tradição da cultura em que estão inseridas.
No entanto, as mulheres não se podem opôr, pois poderão ser julgadas por recusa e oposição aos valores familiares e identidade cultural.
A mutilação genital feminina ocorre principalmente em África, sebem que entre as comunidades emigrantes também ocorre (incluíndo Portugal).
Esta prática é também fundamentada com a história de nos tempos de guerra, os homens terem de manter as mulheres 'frias' para 'não procurarem o sexo o tempo todo'.
Pretendo que este post seja mais de ordem informativa do que de opinião. Tendo em conta a sociedade em que estamos inseridos, estes actos para mim são reprováveis e, é incrível que existam mulheres neste mundo que ainda tenham de ser submetidas a tratamentos deste tipo e a muitos outros.
sábado, 20 de junho de 2009
Fecho de Guantanamo
Bélgica disposta a acolher prisioneiros de Guantanamo
Prisioneiros de Guantanamo que Itália vai receber devem ser "libertáveis", diz ministro
Acolhimento de prisioneiros de Guantanamo divide europeus
Pelo menos aquilo vai fechar.
guantanamo
I guess I was wrong.'
The Road to Guantanamo
Um filme misturado com documentário que demonstra o lado dos afegãos, na guerra dos EUA com as organizações terroristas instaladas no país, cujos fins justificam quaisquer meios. No entanto, o tema central do filme é o tratamento dos norte-americanos na sua luta desmedida (em comportamentos e fundamentos) para com os prisioneiros de guerra, que são direccionados para Guantánamo.
Tal post seria ideal para o meu cartaz horizontal, mas decidi introduzir um sobre esta temática com um filme, é sempre a maneira mais fácil e subtil de levar as mensagens às pessoas (especialmente quando estão no google video e, não dá trabalho nenhum ver).
A Questão do Guantánamo:
A baía do Guantánamo foi concedida aos Estados Unidos da América em 1903 em troca de um pagamento de 4.085 dólares por ano, na qual este construíram uma base naval. Nesta base naval encontra-se a Prisão do Guantánamo, que se divide em três campos: Delta, Iguana e X-Ray.
Mas qual é o problema desta prisão?
George W. Bush assinou uma ordem executiva que estipulava que os EUA podiam deter indefinidamente qualquer não-cidadão dos EUA que ele acreditasse estar envolvido no terrorismo internacional. Mas como poderá Bush ter escapado da Convenção de Genebra que defende uma protecção mínima para Prisioneiros de Guerra? Nada mais americano. Decidiu declarar que as pessoas que detiam eram Inimigos Combatentes, partindo do pressuposto que a Convenção de Genebra protege os soldados e, pessoas que se defendem com armas não são soldados, por isso não merecem tal protecção.
Uma prisão que prende pessoas indefinidamente que o governo americano ache correcto... E mais?
Como são feitas as operações dentro do Campo Delta? Seguem um manual intitulado de 'Camp Delta Standard Operation Procedures'. Em 2008, o International Herald Tribute, escreveu um artigo que revelava que os militares americanos tinham feito um interrogatório baseado num estudo sobre as técnicas de tortura da china comunista usadas na guerra da correana para obter confissões, apesar da maioria serem falsas. Entre estas técnicas estão a simulação de afogamento e privação de dormir. No filme podemos também ver, como são encarcerados em celas, sujeitos a interrogatórios rídiculos, a um abuso de força descomunal, tal como a discriminação da religião dos prisioneiros (ah desculpem inimigos combatentes!), em que rasgam o Alcorão, e obrigavam-nos a rasgá-los. E, isto não mencionando a presente consideração de uma prisão indefinida.
Mas não é só. Todos estes 'inimigos combatentes' não têm direito a um julgamento ou sequer a um advogado. Inventou-se então um tribunal militar, cuja noção de direitos humanos não se equipara minimamente a um tribunal normal.
Então e Obama?
Obama entrou, assinou uma medida imediatamente que determinaria que a Prisão de Guantánamo seria fechado num prazo de um ano, terminar as detenções secretas da CIA ,aacabar com o secretismo em torno do que Bush andou a fazer e, impôs novos parâmetros para os interrogatórios.
No entanto, Obama não é a paz e amor (como não poderia ser não é?)
- Obama não garantiu que os detidos seriam acusados formalmente e julgados num tribunal civil, ou mesmo se seriam libertados.
- Ordenou à CIA que encerrasse as suas instalações de detenção secretas e, proibir a sua futura existência mas, poderá raptar e deter pessoas em instalações 'transitórias de curto prazo'.
- Emitiu um ordem executiva que proíbe os maus-tratos e tortura, mas aprova um Manual que permite a privação de sono tal como a manipulação dos medos dos prisioneiros, que é considerado tortura e maus-tratos.
E, o pior disto tudo é dito por Asir no filme:
They never admitted they were wrong.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Pena de morte
É um assunto que na minha opinião nem se põe em questão. No meu caso, não vou só demonstrar razões racionais para ser contra tal acto, um dos meus argumentos seria sem dúvida que a morte não é castigo suficiente para certos crimes, não há margem para um eventual arrependimento e, toda a dor causada perpétuamente nas vítimas, nas famílias das vítimas é aniquilada por um momento de dor. Por um lado esta questão poderia ser corroborada, visto que a partir do momento que um individuo é condenado à pena de morte, até que seja realmente cumprida a sentença, muitos anos pela frente lhe esperam. Basta analisar as estatísticas do departamento de justiça criminal do Texas: o tempo médio de espera pela sentença é de 10,26 anos, tendo o caso mais rápido demorado 248 dias e, o mais longo 24 anos. Mas como disse, os meus argumentos vão além do meu senso comum e vingativo próprio do ser humano (e é curioso como o departamento do Texas tem todo o tipo de estatísticas sobre o assunto, deve ser para encher ainda mais o orgulho por ser o mais executor dos EUA).
Analisando a situação nos EUA, a pena capital é sentenciada nos seguintes casos:
- assassínio de um polícia ou bombeiro;
- assassínio durante um sequestro, roubo, situação de abuso sexual agravado, obstrução ou retaliação;
- assassínio por dinheiro;
- assassínio durante uma fuga da prisão;
- assassínio de um agente prisional;
- assassínio de um prisioneiro que está a cumprir pena perpétua por uma das seguintes ofensas (assassínio, abuso sexual agravado, sequestro agravado, roubo agravado);
- vários assassínios;
- assassínio de um individuo com idade inferior a 6 anos.
(É engraçado de ver que as pessoas que são polícias ou bombeiros são muito mais importantes que todos nós.)
Existem vários métodos de aplicação da pena capital: Injecção letal, electrocussão, gás letal, enforcamento e firing squad, que parto do pressuposto que seja através de tiros, mas quem souber avise!
Desde 1976 foi efectivamente aplicada a pena de morte a 1136 pessoas nos Estados Unidos da América, sendo 428 no Texas, dados até 2008. Actualmente, o Texas perfaz um total de 438 indivíduos executados. No entanto, é de se observar que as execuções têm diminuído, temos o exemplo de que em 1999, foram executadas 98 pessoas nos EUA, opondo-se aos 'actuais' 37 do ano de 2008.
De acordo com uma sondagem presente nas estatísticas do departamento de informação da pena de morte, a opinião público tem decrescido no seu apoio a esta sentença, sendo ainda no entanto de 64% (em 1999 era de 71%).
Um dos principais motivos para ser contra a pena de morte é a probabilidade e a existência certa de casos em que são executados indivíduos inocentes. E, tal acontecimento não serve como desculpa para nos opormos a tal execução, este probabilidade de erro está comprovada pelas inúmeras exonerações que têm acontecido. Desde 1973 que foram registados 130 casos de exoneração e, tendo em conta que a justiça não chega a todos, quantos serão os casos por contar? Na realidade, o número de exonerações tem vindo a aumentar, tendo ocorrido 49 das mesmas entre 1997 e 2004. Existem vários exemplos que demonstram a fragilidade deste sistema: confissões arrancadas através de tortura, como é o caso Aaron Peterson em 2003; um falso depoimento de uma testemunha; a existência de provas falsas; falta de provas verdadeiramente coerentes, como provas científicas ou testemunhas; e, com tudo pergunto-me como é possível um tribunal submeter-se a um sistema tão frágil e a situações tão frágeis que levam a execuções sem pensar duas vezes, sem ter a certeza executarem pessoas.
No entanto existem outros casos, como a questão da insuficiente representação dos indivíduos no tribunal, sendo atribuídos advogados incapazes, ou que simplesmente não se preocupam, ou estão sobre efeitos que são inadmissíveis na representação de uma pessoa que está nas presentes condições. Outro caso, é como os processos são cada vez mais rápidos, não deixando espaço para apelar aos casos e, na maior parte das vezes após sentenciado, raramente são aceites novos argumentos para apelar à decisão.
Jon Corzine, governador de New Jersey elegeu uma comissão legislativa para estudar aspectos da prática da pena de morte. A comissão concluiu que os custos da pena de morte são superiores aos custos de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional; não existem provas conclusivas que a pena de morte naquele estado servisse intenções penais legítimas; mas mais importante, é a de que o impacto que a pena morte supostamente deveria ter, ou seja, reduzir certo tipo de crimes, através da intimidação das graves consequências, não compensa o erro irreversível que se possa cometer. A comissão defende que a prisão perpétua é muito mais eficaz em muitos níveis sociais e penais, incluindo a questão dos familiares dos assassinos.
Sou assumidamente contra e, não tomo este texto como uma 'conversão' de quem é a favor, mas uma reavaliação do estado da pena de morte, principalmente no caso dos EUA. Quer se seja a favor ou contra, são dados essenciais para qualquer tomada de posse.
Fontes:
- Departamento de Informação da Pena de Morte
- Departamento de Justiça Criminal do Texas
- Expresso
P.S. Aconselho um filme que é um dos meus preferidos, com um dos meus actores preferidos, Kevin Spacey: Inocente ou Culpado?, em inglês David Gale.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
O ou A
- Crise Social Portuguesa
- Crise Económica Portuguesa
- Crise Económica Europeia - Antiga CEE em que Portugal aderiu em 86
- Crise Económica Mundial - Com mundial digo dos Estados Unidos
- Crise Social Portuguesa - 2ª parte, nesta existem novas oportunidades, tiram-se cursos como quem varre a rua, tira-se o 12ºano como quem não o tira, etc etc.
Sem mais nem menos, acho que já chega.
domingo, 24 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
A crise, por: Cláudio e Marta.

Por isso, estamos a escrever este post em conjunto, num magalhães emprestado e a roubar net do ISCTE-IUL!
A crise DIRECTA ?! Essa não a sentimos. Não sabemos sequer o que é trabalhar para ter dinheiro!
Já que foram criados alguns rótulos, vamos lá rotular-nos.
Boa tarde, eu chamo-me Ricardo Miguel.
E eu, Ricardo Miguel.
É certo que vivemos num prédio citadino, compramos produtos de marca branca (não da É, não exageremos) mas já vimos a crise em mais sítios para além do telejornal ou num jogo do Benfica.
Os papás dizem-nos: "Não gastes dinheiro à balda, o meu salário não chega" ou "É a conta da luz, a conta da água, é o seguro do carro, tenho €650 para pagar!" e é nesta altura que o cérebro se desliga.
Nós dizemos, "Sim, está bem, está bem.".
Mas se acusamos a mamã de comprar malas e/ou sapatos a mais, já nos chateiam.
De modo geral, não sentimos a crise na pele.
Continuamos a comprar as mesmas coisas. O mesmo cafézinho, o mesmo tabaquinho (isto é coisa do Cláudio), o mesmo bolinho, o mesmo pequeno-almocinho fora de casinha, os nossos luxuzinhos, e assim. Tal como há 2 ou 3 anos atrás.
Portanto... (agora como não sabemos o que dizer mais, vamos reencarnar no Afonso Martim, e comprar €20 de erva, para ganhar inspiração)
Até à próxima!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
IDDCNJ
1) Tipo Afonso Martim
O puto rico não sofreu nada de nada! Sim, o pai pode ter tido um congelamento no salário ou uma pequena redução para €13.254, o que fez com que a mãe fosse menos frequentemente ao CaiscaiShopping comprar porcarias. A irmã deixou de comprar aquela mala de €350 e o gato come uma comidinha um bocado mais rasca. Mas não há crise. O puto mal se apercebeu da crise e quando fala de crise faz um gesto com as mãos a imitar umas aspas. Continua a ser um putinho mimado e a gastar €20 por semana em erva e a comprar roupa nova de 15 em 15 dias.
2) Tipo Ricardo Miguel
Ora, o Ricardo Miguel, ou simplesmente RM, é um miúdo que vive desafogadamente num prédio citadino ou numa moradia deslocada, no subúrbio do campo. Os pais cortam em tudo o que é considerado supérfluo: leite vigor passa a marca é; óleo fula passa a marca é; massa milaneza passa a marca é. E a marca é é que fica a ganhar, não é? É é! O máximo que lhe pode acontecer é ir jantar fora apenas uma vez de 15 em 15 dias e a roupa passa a ser comprada de 2 em 2 meses. Este tipo de puto não se apercebe muito da crise, mas sabe que ela existe. Já a viu no telejornal ou então viu um jogo do benfica.
3) Tipo Rui Zé
Bem, o Rui Zé já é um caso mais difícil. Como, muito provavelmente, já trabalha nas obras desde o 9º. ano e vive na Damaia, uma solução é ir roubar. Mas os Rui Zés que ainda têm alguma noção do que está bem e mal (ainda bem que a maioria assim é), ele será despedido ou fica com salários em atraso. Acaba mal esta história. É que ele já deve ter um filho para criar! Como pagar o carro, as férias e os electrodomésticos? Pois, não paga.
4) Tipo Adilson
O Adilson é quem mais fica a ganhar com a crise! É que agora pode bater na polícia, queimar merdas e assaltar as pessoas honestas! Segundo Francisco Louçã, juntamente com toda a merdeira da esquerda, acha que o Adilson não tem culpa. A culpa é dos capitalistas que o tornaram criminoso. E ele agradece a boleia! Se levar com uma facada no lombo ao assaltar, ainda tem razão e o criminoso é quem se defendeu.
E esta é a minha percepção da crise e do impacto desta nos jovens. Espero que tenham gostado deste momento de leitura fácil e limitada. Bem, limitada mas é de propósito! Também sei escrever textos que começam por "e na imensidão da alma profunda, um crepúsculo abate-se ao cair do pano negro, solitário e redundante. Tão redundante que chega a cair na redundância de se redundar quando está a ser redundante. E isto? É redundante? Não, é estúpido"
Um abraço para os punks da Beira Interior
CBA, melhor não há!
PS: IDDCNJ = Impacto Directo Da Crise Nos Jovens
Impacto directo da Crise nos Jovens
A questão coloca-se, todos sabemos que estamos em tempo de crise,
mas em que é que isso (a crise), nos afecta directamente?
Escolhi a palavra "directamente", porque se fosse permitido falar de directa e indirectamente, não ia ser muito específico, e talvez aí fossemos por caminhos longos.
Seriedades um pouco à parte, deixo-vos aqui 2 vídeos engraçados:
Boas teclagens! =X
Resultados da Sondagem (Semana 3)
Carlos / Cláudio - 40% Cada um
Patrícia - 20%
Ricardo / Marta - 0% (nobody likes us)
O estado do tempo em estado líquido
sábado, 16 de maio de 2009
Afinal.
Hoje casei-me.
Fotografia por moi meme.
Engraçado, agora que estou a pensar. Ontem era o meu dia de escrever sobre o estado do tempo e não me lembro de ter olhado sequer para o céu. Devia estar nublado mas mesmo assim um pouco abafado de vez em quando. Só naquela do tira casaco, veste casaco. Gosto tanto dessa temperatura quando está frio de t-shirt mas fica calor com algo por cima. Adoro mesmo. Não tenho noção da temperatura que esteve durante o dia, mas é com certeza qualquer coisa com dois dígitos.
O que o vosso amigo gosta é de um dia cheio de sol com céu limpo, sem estar muito calor. É das melhores coisas da vida, sair à rua e olhar para um céu completamente azul. Lindo. Vamos todos à praia!
Agora off-topic, fiquem com a nova obra de bloodyoctopus ex-membro deste bonito e inteligente blogue. O seu nome é Abílio e ele anda por aí. Tenham medo, muito medo!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Faça chuva ou faça sol...
Vou falar um pouco sobre o tempo ideal para mim.
Gosto dos dias com pouca luz, um pouco nublados, mas com nuvens brancas,
onde apenas se sente uma ligeira brisa. Dias em que está frio (ou calor) suficiente para me aguentar com uma tshirt e uma camisola de algodão de manga comprida por cima da outra.
Vá, algo do género do que está aqui em cima.
Dia 13-Maio-2009:
14h19:
Lisboa - Nublado - 19º
Azeitão - Sol - 20º
15h19:
Lisboa - Nublado - 19º
Azeitão - Sol - 21º
16h59:
Lisboa - Sol - 20º
Azeitão - Sol - 19º
18h36:
Lisboa - Sol - 20º (não sei porquê, fui ao terraço, e estava tudo nublado)
Azeitão - Nublado - 18º
19h28:
Lisboa - Sol - 19º
Azeitão - Nublado - 18º
20h15:
Lisboa - Nublado - 18º
Azeitão - Nublado - 17º
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Vamos tirar conclusões.
Lisboa, sol: Okay, existe. E às vezes muito forte.
Mas outras vezes é difícil distinguir uma nuvem natural, de uma nuvem de smog!
Azeitão: Para mim está sempre bom tempo, às vezes podia estar menos vento ou humidade à noite.
Relativamente à temperatura, depois de almoço, a temperatura esteve mais alta em Azeitão do que Lisboa, a partir das 18h, começou a ficar mais nublado e frio em Azeitão.
Escolhi Lisboa, porque era onde estava, e Azeitão que é para onde vou aos fins de semana...
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Mas o que eu gosto mesmo, é de poder estar à noite, de t-shirt, na rua.