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100 anos de república em Portugal

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

blood, sweat and luxuries


já ninguém escreve aqui, mas penso que toda a gente deveria ver isto, especialmente a partir do minuto 37. 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Bem, apesar deste blog estar num estado vegetativo mesmo apesar de tentativas de recuperação, acho que este post é mais adequado para ser registado aqui do que no meu blog.

Burqa ban is a revival of an older European battle against religion in the Times


"The Belgian burqa ban, which comes with France preparing a similar move and after the outlawing of minarets in Switzerland, will be seen by the Arab world as a further sign of Islamophobia sweeping Europe.
(...)
In France, President Sarkozy has been wavering over the proposed burqa ban for months but appears to have come down in favour of it in an attempt to win back voters from the ultra-right National Front. Details of the proposed law revealed today in Le Figaro, suggest that the authorities are considering a fine of up to €150 (£130) for anyone concealing their face behind a burqa or other Muslim veil. It would also impose a maximum fine of €15,000 on anyone forcing a third party to wear a burqa.
(...)

But it would be an error to stigmatise all supporters of the burqa ban as racist, for the issue strikes at the heart of national identity in France, Belgium and elsewhere in Europe.The French Republic, for instance, was built in opposition to the Catholic Church as much as in rebellion against the monarchy. It turned France into a country where religion was accepted, but distrusted by the republican institutions. (...) Politicians, commentators, but also swaths of French public opinion, see radical Islam as a challenge to the secular state and to the values that it is supposed to promulgate — liberty, equality, fraternity.

(...)

Supporters of the ban say the burqa is an affront to the freedom of women, an insult to the notion of sexual equality and an obstruction to fraternal communication. It also presents immense practical difficulties in a country where you have to prove your identity to withdraw money in a bank, to pick your child up from school or to show your monthly buss pass."


Italian police fine woman for wearing burqa in public in the Times

"Amel Marmouri, 26, was stopped by carabinieri officers in a spot check outside a post office in Novara in northern Italy and given a 500 euro (£431) fine, payable within 90 days. She at first declined to lift her veil to be identified because the officers were male, but agreed when a municipal police patrol which included a woman officer was summoned. The fine was imposed under a city ordinance introduced in January in Novara banning any clothing which “prevents the immediate identification of the wearer inside public buildings, schools and hospitals”. It marked the first time the regulation had been enforced.

(...)

Ben Salah Braim, 36, the woman's husband and a building worker, said he would respect the regulation, but would have to confine his wife at home since the Koran forbade other men to see her face. “Amel may not be looked at by other men,” he told Corriere della Sera. “Our religion is explicit on this,” he said. “If this is the law in Italy, what can I do? I don't know how I am going to find the money to pay the 500 Euro fine.”

(...)

However, Izzedin Elzir, an imam in Florence and head of the Islamic Community and Organisations Union in Italy, said it was a “matter of interpretation” whether the Koran forbade women to show their faces in public. 'We are for the freedom of women and against veils of any kind,” he said, adding “Italian laws must be respected.”

(...)

Last Friday Belgium's lower house voted unanimously to prohibit women from wearing full face veils in public. If the bill is passed by the Belgian Senate it will become Europe's first national 'burqa ban'.The French Government of President Nicolas Sarkozy is also drafting a bill that would make it illegal to wear the burqa."

-

De certa forma fiquei impressionada, primeiro pelo facto de na Itália já se ter atingido este ponto e eu nem ter dado conta e segundo porque pela primeira vez oiço argumentos diferentes à suposta liberdade das mulheres. Para ser sincera a minha opinião não tem nenhuma decisão definitiva, mas para quem me conhece provavelmente poderia adivinhar que iria apoiar o lado mais conservador neste caso, o que não acontece principalmente por não concordar com hipocrisias nem com provavelmente razões dadas pelos políticos Berlusconi e Sarkozy.

Quando se começou a falar sobre o ban à burqa em França, a minha opinião era contra. Apesar de tanto protestarem pela liberdade das mulheres e pela igualdade dos direitos, acho que é uma perfeita hipocrisia e como se pode ver Sarkozy utilizou apenas como uma estratégia política, mas também os simpatizantes não vêem o lado oposto. Se querem a liberdade de uma mulher poder andar sem a burqa o mesmo tipo de liberdade teria de ser dado a quem quiser usá-la; acho que mais uma vez, parte daqui o choque entre o lado ocidental e oriental. De certa forma, apesar de achar que os nossos valores são os melhores para uma mulher poder viver numa sociedade, os ocidentais caem sempre na tentação de achar que têm de salvar as mulheres daquela religião, mas a verdade é que durante muito tempo como ocidentais as mulheres também tinham um valor diminuto de ficar em casa, sem direito a estudar ou a votar. A resposta a isto poderia ser que nós evoluímos e a mulher hoje em dia tem um papel igual ao do homem (quando não se tenta aproveitar do facto de ter sido o chamado sexo fraco...) na parte ocidental, mas a verdade é que também houve uma certa evolução no mundo muçulmano, em países como a Turquia nas grandes cidades grande parte das mulheres não usa, apesar de existirem algumas que ainda utilizem e, muitas das quais porque querem proteger os valores da sua religião.

Acho que o facto de ter entrado em contacto com a religião muçulmana me ajudou a perceber muita coisa, apesar de manter certas opiniões. Não entendo porque é que no nosso caso podemos fazer um cartaz do Papa e de Jesus Cristo e, no máximo católicos olham de lado e criticam e, no caso de Maomé houveram feridos e mortos. Dizem-me que são extremistas e que não representam os valores de todos os muçulmanos. Apesar de nem todos serem extremistas eles exigem um certo respeito que corta a nossa liberdade de expressão, ainda hoje a religião é um tabu nos países ocidentais, mas em comunidades muçulmanas o nível de tabu é superior e com consequências mais graves.

Mas, a verdade é que no caso de se querer igualdade o facto de ser necessária a identificação das mulheres e elas não poderem ser identificadas por agentes masculinos causa demasiados problemas relacionados com a religião e, tal como foi dito no artigo, se fosse uma pessoa entrar numa estação da polícia com um capacete o mais provável era que também levasse uma multa. E, o que ainda mais reforça este lado do debate, é o facto de em comunidade muçulmanas existirem muitas mulheres que não utilizam a burqa mas, depois é argumentado que é essencial ter a burqa e que não há outra opção. A opinião de Izzedin Elzir ainda reflecte mais a flexibilidade na utilização do véu. Neste caso é também existente a pressão que a religião ainda tem sobre a lei e os conflitos que podem ocorrer deste choque, é exigido o respeito da religião mas não da lei?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A pedido de muitas famílias, a do Carlos principalmente, agradeço imenso o apoio da tua tia, e tenho que lhe agradecer, aspecto a acrescentar na minha agenda, venho declarar, ainda que a meio gás, ou melhor, visto que somos cinco, a 40% do gás, o recomeço deste fantástico inerte por meses, blogue sobre coisas da vida quotidiana que os "jóves" portugueses normalmente não pensam nem falam, nem que seja sobre uma profunda incompreensão sobre o tema, assim sendo, espero que isto siga o seu caminho daqui para frente como algo que sirva para desabafar sobre coisas que na nossa sociedade foram absolvidas por um estranho fenómeno semelhante à PIDE que se entranhou na nossa sociedade juvenil e pré-adulta.
Segunda será então a altura do Carlos publicar qualquer coisa referente ao assunto, mas se quiserem poderá ser mudada a calendarização.
Com isto me despeço, cordiais cumprimentos.

sábado, 5 de dezembro de 2009

In Público

São falsos os três extractos de conversas telefónicas alegadamente interceptadas pelos investigadores do processo Face Oculta, tendo como interlocutores o primeiro-ministro José Sócrates e o banqueiro Armando Vara, que foram postos a circular na Internet, através de emails, alguns dos quais remetidos para as redacções de órgãos de comunicação social, apurou o PÚBLICO.O documento tem duas páginas digitalizadas em formato de fotografia, que nada têm a ver com as folhas usadas para transcrições de escutas dos processos onde aquele meio de recolha de prova é utilizado. O documento apresenta várias falhas que levam a considerá-lo como falso, a começar pelo próprio timbre, que é uma reprodução das folhas usadas pelos serviços do Ministério Público da Comarca do Baixo Vouga, quando as escutas são transcritas em papel oficial da Polícia Judiciária.

Uma análise mais detalhada do documento mostra ainda que, ao contrário das peças processuais, a imagem digital difundida anonimamente na blogosfera não está numerada, como sucede com todas as folhas de um inquérito judicial. Outra lacuna a adensar a suspeita de falsificação reside na não identificação do alvo da escuta, número do respectivo telefone e da sessão a que se refere, como também é obrigatório nas transcrições oficiais.

Além disso, os diálogos alegadamente atribuídos a Vara e a Sócrates são demasiado coloquiais, quase como se fossem uma peça de teatro em que cada um dos intérpretes aguarda disciplinadamente o fim da fala do seu interlocutor, quando na realidade, numa conversa telefónica, é difícil que não ocorram atropelos nos diálogos.

O documento foi posto a circular numa altura em que se torna impossível a confirmação da veracidade do seu conteúdo em relação aos originais que contêm as transcrições dos 11 telefonemas que os investigadores da Face Oculta interceptaram, envolvendo o banqueiro e o primeiro-ministro, dado que as escutas e respectivas transcrições foram consideradas nulas pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, conselheiro Noronha Nascimento. É a este que está atribuída a função de juiz de instrução quando há escutas telefónicas em que intervenham o presidente da República, o Primeiro-Ministro e o presidente da Assembleia da República. O despacho do presidente do Supremo determinou a destruição dos suportes digitais em que estavam guardadas. - In Público

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eleições

Boas, a todos, a quem se encontra pelo Prior Velho, a quem está em Roma ou em Azeitão, à groninguesa e ao mariborense, umas boas noites, gostava de vos perguntar, em jeito de comentadores imparciais talvez, mas não necessariamente, a vossa opinião, sobre a campanha eleitoral passada, os resultados, e as perspectivas futuras, em jeito sucinto ou mais alongado, gostava que aceitassem o desafio.

Abraços sinceros.
Resultados Eleitorais

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Recomeço

Querem recomeçar a actividade regular do blog? Se sim dêem ideias para o tema e para quando começar, talvez esta segunda não era mau pensado.
Beijinhos.
Sem mais nem menos.

domingo, 21 de junho de 2009

mutilação genital feminina

' “Sofri mutilação genital feminina aos dez anos. A minha defunta avó disse-me então que me iam levar perto do rio para executar uma espécie de cerimónia, e que depois me dariam muita comida. Como criança inocente que era, lá fui como uma ovelha para a matança.

Mal entrei no arbusto secreto, levaram-me para um quarto muito escuro e tiraram-me as roupas. Vendaram-me os olhos e despiram-me completamente. Depois, duas mulheres fortes levaram-me para o local onde seria a operação. Quatro mulheres com força obrigaram-me a deitar-me de costas, duas apertando-me uma perna cada uma. Outra mulher sentou-se sobre o meu peito para eu não mexer a parte de cima do meu corpo. Um bocado de tecido foi-me posto dentro da boca para eu não gritar. Depois raparam-me os pelos.

Quando começou a operação debati-me imenso. A dor era terrível e insuportável. Enquanto me debatia cortaram-me e perdi sangue. Todos os que fizeram parte da operação estavam meios bêbados. Outros estavam a dançar e a cantar, e ainda pior, estavam nus.

Fui mutilada com um canivete rombo.

Depois da operação, ninguém me podia ajudar a andar. O que me puseram na ferida cheirava mal e doía. Estes foram momentos terríveis para mim. Cada vez que queria urinar, era forçada a estar em pé. A urina espalhava-se pela ferida e causava de novo a dor inicial. Às vezes tinha de me forçar a não urinar, com medo da dor terrível. Não me anestesiaram durante a operação, nem me deram antibióticos contra infecções. Depois, tive uma hemorragia e fiquei anémica. A culpa foi atribuída à feitiçaria. Sofri durante muito tempo de infecções vaginais agudas.”

Hannah Koroma, Serra Leoa'

In Amnistia Internacional

O tema de hoje é a Mutilação Genital Feminina. Depois de um testemunho, acho importante descobrir tudo o que está por detrás, razões, porquê's, efeitos.

Como já puderam perceber pelo testemunho de Hannah Koroma, este é um processo doloroso que tem consequências importantes, não só a nível psicológico como físico para a mulher.

Mas no que consiste este processo?
- Remoção inteira ou parcial dos órgãos sexuais da mulher;
- O mais frequente é a infibulação (costura do clitóris ou dos lábios vaginais, deixando uma pequena abertura para a urina e menstruação;
- Este processo é aplicado na sua maioria em raparigas entre os 4 e os 8 anos.

Como é feito ?
- Na maioria dos casos é feita por mulheres da comunidade em que a 'vítima' está inserida;
- Esta é realizada com instrumentos impróprios como facas;
- As mulheres ou crianças não são anestesiadas;
- Na infibulação, poderão ser utilizados espinhos para manter os lábios vaginais juntos (as raparigas necessitam de ficar 40 dias com as pernas atadas).

Efeitos provocados:
- Poderá levar à morte;
- HIV;
- As relações sexuais poderão ser dolorosas (possivelmente, para sempre);
- A nível psicológico, humilhação (visto que, se correr mal a culpa é das 'vítimas' porque é considerado que elas é que já eram promíscuas), entre outros.

Porque é que é realizado ?
- Para as mulheres não se tornarem 'impuras';
- Permitir que só os homens sintam prazer sexual;
- Pela tradição da cultura em que estão inseridas.

No entanto, as mulheres não se podem opôr, pois poderão ser julgadas por recusa e oposição aos valores familiares e identidade cultural.

A mutilação genital feminina ocorre principalmente em África, sebem que entre as comunidades emigrantes também ocorre (incluíndo Portugal).

Esta prática é também fundamentada com a história de nos tempos de guerra, os homens terem de manter as mulheres 'frias' para 'não procurarem o sexo o tempo todo'.

Pretendo que este post seja mais de ordem informativa do que de opinião. Tendo em conta a sociedade em que estamos inseridos, estes actos para mim são reprováveis e, é incrível que existam mulheres neste mundo que ainda tenham de ser submetidas a tratamentos deste tipo e a muitos outros.

sábado, 20 de junho de 2009

Fecho de Guantanamo

«Portugal está disponível para receber prisioneiros de Guantanamo», garante ministro Luís Amado

Bélgica disposta a acolher prisioneiros de Guantanamo

Prisioneiros de Guantanamo que Itália vai receber devem ser "libertáveis", diz ministro

Acolhimento de prisioneiros de Guantanamo divide europeus


O que acham? Problema deles? Problema também nosso? Por um lado foram eles que criaram a situação, mas se não fosse problema nosso não teríamos pressionado vezes sem conta os EUA para esta situação. Por outro lado, se os recebermos o que lhes vamos fazer? Libertá-los? Prende-los por suspeitas existentes na cabeça dos EUA? Se não aceitássemos para onde iam eles? Outras prisões americanas? México? Quais são as consequências da nossa aceitação? Sinal de mais uma vez nos ajoelharmos perante pedidos americanos?
Pelo menos aquilo vai fechar.

guantanamo

'When you see the american you think: it's going to be alright, nothing is going to happen.
I guess I was wrong.'

The Road to Guantanamo
Um filme misturado com documentário que demonstra o lado dos afegãos, na guerra dos EUA com as organizações terroristas instaladas no país, cujos fins justificam quaisquer meios. No entanto, o tema central do filme é o tratamento dos norte-americanos na sua luta desmedida (em comportamentos e fundamentos) para com os prisioneiros de guerra, que são direccionados para Guantánamo.

Tal post seria ideal para o meu cartaz horizontal, mas decidi introduzir um sobre esta temática com um filme, é sempre a maneira mais fácil e subtil de levar as mensagens às pessoas (especialmente quando estão no google video e, não dá trabalho nenhum ver).


A Questão do Guantánamo:

A baía do Guantánamo foi concedida aos Estados Unidos da América em 1903 em troca de um pagamento de 4.085 dólares por ano, na qual este construíram uma base naval. Nesta base naval encontra-se a Prisão do Guantánamo, que se divide em três campos: Delta, Iguana e X-Ray.

Mas qual é o problema desta prisão?

George W. Bush assinou uma ordem executiva que estipulava que os EUA podiam deter indefinidamente qualquer não-cidadão dos EUA que ele acreditasse estar envolvido no terrorismo internacional. Mas como poderá Bush ter escapado da Convenção de Genebra que defende uma protecção mínima para Prisioneiros de Guerra? Nada mais americano. Decidiu declarar que as pessoas que detiam eram Inimigos Combatentes, partindo do pressuposto que a Convenção de Genebra protege os soldados e, pessoas que se defendem com armas não são soldados, por isso não merecem tal protecção.

Uma prisão que prende pessoas indefinidamente que o governo americano ache correcto... E mais?

Como são feitas as operações dentro do Campo Delta? Seguem um manual intitulado de 'Camp Delta Standard Operation Procedures'. Em 2008, o International Herald Tribute, escreveu um artigo que revelava que os militares americanos tinham feito um interrogatório baseado num estudo sobre as técnicas de tortura da china comunista usadas na guerra da correana para obter confissões, apesar da maioria serem falsas. Entre estas técnicas estão a simulação de afogamento e privação de dormir. No filme podemos também ver, como são encarcerados em celas, sujeitos a interrogatórios rídiculos, a um abuso de força descomunal, tal como a discriminação da religião dos prisioneiros (ah desculpem inimigos combatentes!), em que rasgam o Alcorão, e obrigavam-nos a rasgá-los. E, isto não mencionando a presente consideração de uma prisão indefinida.

Mas não é só. Todos estes 'inimigos combatentes' não têm direito a um julgamento ou sequer a um advogado. Inventou-se então um tribunal militar, cuja noção de direitos humanos não se equipara minimamente a um tribunal normal.

Então e Obama?

Obama entrou, assinou uma medida imediatamente que determinaria que a Prisão de Guantánamo seria fechado num prazo de um ano, terminar as detenções secretas da CIA ,aacabar com o secretismo em torno do que Bush andou a fazer e, impôs novos parâmetros para os interrogatórios.

No entanto, Obama não é a paz e amor (como não poderia ser não é?)

- Obama não garantiu que os detidos seriam acusados formalmente e julgados num tribunal civil, ou mesmo se seriam libertados.

- Ordenou à CIA que encerrasse as suas instalações de detenção secretas e, proibir a sua futura existência mas, poderá raptar e deter pessoas em instalações 'transitórias de curto prazo'.

- Emitiu um ordem executiva que proíbe os maus-tratos e tortura, mas aprova um Manual que permite a privação de sono tal como a manipulação dos medos dos prisioneiros, que é considerado tortura e maus-tratos.

E, o pior disto tudo é dito por Asir no filme:

They never admitted they were wrong.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Pena de morte

A pena de morte tem sempre sido um tema bastante polémico, mas que não sendo parte da realidade dos europeus, passa-nos como história do passado ou algo que só acontece nos filmes. A realidade é que os filmes reportam a uma verdade presente nos aclamados libertinos EUA, aliás, a fama do Texas é incontornável.

É um assunto que na minha opinião nem se põe em questão. No meu caso, não vou só demonstrar razões racionais para ser contra tal acto, um dos meus argumentos seria sem dúvida que a morte não é castigo suficiente para certos crimes, não há margem para um eventual arrependimento e, toda a dor causada perpétuamente nas vítimas, nas famílias das vítimas é aniquilada por um momento de dor. Por um lado esta questão poderia ser corroborada, visto que a partir do momento que um individuo é condenado à pena de morte, até que seja realmente cumprida a sentença, muitos anos pela frente lhe esperam. Basta analisar as estatísticas do departamento de justiça criminal do Texas: o tempo médio de espera pela sentença é de 10,26 anos, tendo o caso mais rápido demorado 248 dias e, o mais longo 24 anos. Mas como disse, os meus argumentos vão além do meu senso comum e vingativo próprio do ser humano (e é curioso como o departamento do Texas tem todo o tipo de estatísticas sobre o assunto, deve ser para encher ainda mais o orgulho por ser o mais executor dos EUA).

Analisando a situação nos EUA, a pena capital é sentenciada nos seguintes casos:
- assassínio de um polícia ou bombeiro;
- assassínio durante um sequestro, roubo, situação de abuso sexual agravado, obstrução ou retaliação;
- assassínio por dinheiro;
- assassínio durante uma fuga da prisão;
- assassínio de um agente prisional;
- assassínio de um prisioneiro que está a cumprir pena perpétua por uma das seguintes ofensas (assassínio, abuso sexual agravado, sequestro agravado, roubo agravado);
- vários assassínios;
- assassínio de um individuo com idade inferior a 6 anos.

(É engraçado de ver que as pessoas que são polícias ou bombeiros são muito mais importantes que todos nós.)

Existem vários métodos de aplicação da pena capital: Injecção letal, electrocussão, gás letal, enforcamento e firing squad, que parto do pressuposto que seja através de tiros, mas quem souber avise!

Desde 1976 foi efectivamente aplicada a pena de morte a 1136 pessoas nos Estados Unidos da América, sendo 428 no Texas, dados até 2008. Actualmente, o Texas perfaz um total de 438 indivíduos executados. No entanto, é de se observar que as execuções têm diminuído, temos o exemplo de que em 1999, foram executadas 98 pessoas nos EUA, opondo-se aos 'actuais' 37 do ano de 2008.

De acordo com uma sondagem presente nas estatísticas do departamento de informação da pena de morte, a opinião público tem decrescido no seu apoio a esta sentença, sendo ainda no entanto de 64% (em 1999 era de 71%).

Um dos principais motivos para ser contra a pena de morte é a probabilidade e a existência certa de casos em que são executados indivíduos inocentes. E, tal acontecimento não serve como desculpa para nos opormos a tal execução, este probabilidade de erro está comprovada pelas inúmeras exonerações que têm acontecido. Desde 1973 que foram registados 130 casos de exoneração e, tendo em conta que a justiça não chega a todos, quantos serão os casos por contar? Na realidade, o número de exonerações tem vindo a aumentar, tendo ocorrido 49 das mesmas entre 1997 e 2004. Existem vários exemplos que demonstram a fragilidade deste sistema: confissões arrancadas através de tortura, como é o caso Aaron Peterson em 2003; um falso depoimento de uma testemunha; a existência de provas falsas; falta de provas verdadeiramente coerentes, como provas científicas ou testemunhas; e, com tudo pergunto-me como é possível um tribunal submeter-se a um sistema tão frágil e a situações tão frágeis que levam a execuções sem pensar duas vezes, sem ter a certeza executarem pessoas.

No entanto existem outros casos, como a questão da insuficiente representação dos indivíduos no tribunal, sendo atribuídos advogados incapazes, ou que simplesmente não se preocupam, ou estão sobre efeitos que são inadmissíveis na representação de uma pessoa que está nas presentes condições. Outro caso, é como os processos são cada vez mais rápidos, não deixando espaço para apelar aos casos e, na maior parte das vezes após sentenciado, raramente são aceites novos argumentos para apelar à decisão.

Jon Corzine, governador de New Jersey elegeu uma comissão legislativa para estudar aspectos da prática da pena de morte. A comissão concluiu que os custos da pena de morte são superiores aos custos de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional; não existem provas conclusivas que a pena de morte naquele estado servisse intenções penais legítimas; mas mais importante, é a de que o impacto que a pena morte supostamente deveria ter, ou seja, reduzir certo tipo de crimes, através da intimidação das graves consequências, não compensa o erro irreversível que se possa cometer. A comissão defende que a prisão perpétua é muito mais eficaz em muitos níveis sociais e penais, incluindo a questão dos familiares dos assassinos.

Sou assumidamente contra e, não tomo este texto como uma 'conversão' de quem é a favor, mas uma reavaliação do estado da pena de morte, principalmente no caso dos EUA. Quer se seja a favor ou contra, são dados essenciais para qualquer tomada de posse.

Fontes:
- Departamento de Informação da Pena de Morte
- Departamento de Justiça Criminal do Texas
- Expresso


P.S. Aconselho um filme que é um dos meus preferidos, com um dos meus actores preferidos, Kevin Spacey: Inocente ou Culpado?, em inglês David Gale.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O ou A

Que crise estamos nós a falar?
  • Crise Social Portuguesa
  • Crise Económica Portuguesa
  • Crise Económica Europeia - Antiga CEE em que Portugal aderiu em 86
  • Crise Económica Mundial - Com mundial digo dos Estados Unidos
  • Crise Social Portuguesa - 2ª parte, nesta existem novas oportunidades, tiram-se cursos como quem varre a rua, tira-se o 12ºano como quem não o tira, etc etc.
Se me falarem de crise económica, a Portuguesa, essa já não vivo sem ela, que era de Portugal sem um défice enorme, já que agora a única dependência que tende a diminuir será o petróleo, a agricultura é mais barata a estrangeira, os serviços, são os serviços portugueses com aquele status quo que o diferencia de tudo o resto, será isto bom? Em relação ao comércio a descentralização de uma actividade principal, excluindo a baixa produtividade e o protesto contínuo, é coisa que vem à baila quando se fala de falências. Posto isto, a crise económica portuguesa faz falta! A crise económica portuguesa é um bem para a saúde, é um xanax que não se consegue parar de tomar, é a catarse que nos faz, não purificar como devido, mas ficar na mesma.
A CEE, essa, por enquanto ainda gira, muito em torno dos EUA, e mesmo que cada vez menos, gira em torno de si própria, mas nesse círculo existe sempre uma tangente chamada EUA.
Passando para a CEM / CEUSA, esta é bancária, é capitalista, uma bolhita, que vai enchendo e rebentando, uma cegueira de lucros que de tempos a tempos dá nisto, talvez agora, numa sociedade em constante evolução, estagnada a nível social, estas crises aconteçam mais vezes, se acontecerem, os bancos centrais criam mais moeda, recebm mais juros, mas alguns não vão receber, então alguém vai precisar de dinheiro, menos o banco central (se esse precisar cria moeda para ele), e empresta-se mais, e assim produz-se mais, e vende-se mais, e recebe-se mais, e a moeda inflaciona, mas nisto alguém fica para trás, o BC empresta mais uns trocos, e pronto, isto é uma explicação, digamos, de um professor de história que tenta falar de doenças neurológicas com alguém que lhe perguntou que horas eram.
Noutro campo, talvez agora num misto de social e económico, expressão usada para a sociedade não se sentir reprimida pelo capitalismo, temos o desemprego, que leva também à Portuguese Social Crisis - take 2, o desemprego a meu ver, é capaz de ser, assim em termos simples, a merda mais fácil de explicar, ora bem, temos a internet, essa rapariga, faz com que os serviços públicos passem a ser mais rápidos, cómodos e baratos, sim eu sei que em Portugal não é bem assim. Essa internet diz, não preciso de tantos empregados, eu sei fazer isto sozinha, só preciso, no máximo de uma pessoa para me tratar, dar comida, etc. A nível industrial, como disse atrás, não existe nenhum sector em que sejamos craques mundiais, excepto na cortiça, mas a evolução ditou que as rolhas de cortiça já não estavam na moda, esta falta de uma pila que diga ao mundo é nisto que somos bons, tipo Suiça (chocolate, banca e relojoaria) cria pequenas empresas, essas produzem produtos caros, mais caros que alguns europeus, carissimos em comparação com o 3º mundo, esta distinção curiosa, o 3º mundo é o planeta Terra, voltando ao tópico, essas empresas não vendem, individam-se e falecem de tesão monetária. As grandes empresas, notam que Portugal é capaz de ser o único país que é de 2º mundo, a mão de obra é barata, mas cara, os trabalhadores são explorados, mas também produzem pouco, a única altura em que eles realmente estão dedicados à empresa é na altura da manisfestação para esta não fechar portas, é complexa a mentalidade portuguesa, ao notarem isto, pensam em fugir, e, quem sabe, ir para onde se produz mais barato. Mas o que seria de Espanha sem o nosso desemprego, temos que estar ao lado de toda a nossa irmandade latina, do desemprego espanhol, da corrupção italiana, e, a nossa companheira na doença, e só na doença, porque nunca tivemos saúde, a Grécia, que em qualquer quadro, em qualquer estatística, está sempre conosco.
Crise? Que crise, continuo a ir de carro para a universidade, a almoçar onde me apetece, a comprar roupa sempre que quero, a falar de tudo como se de tudo percebesse, a ter o futuro garantido, tenha 12 ou 18 de média, não falto a concertos, e a sexta é sempre a noite da discoteca, se puder passo o dia no meu quarto a ver sport tv, a crise, é factor psicológico, eles querem que nos assustemos, que tenhamos medo, de viver.

Sem mais nem menos, acho que já chega.

domingo, 24 de maio de 2009

Esta semana vou ser o elo mais fraco e deixar só um videozinho dos Contemporâneos (quem diria, eu que não vejo nada de contemporâneos, vai tudo abaixo e, tenho um ódio de estimação ao gato fedorento). No entanto, esta imitação do meu Axl é linda xD


sexta-feira, 22 de maio de 2009

A crise, por: Cláudio e Marta.



Cortaram-nos a net. É o efeito da crise.
Por isso, estamos a escrever este post em conjunto, num magalhães emprestado e a roubar net do ISCTE-IUL!

A crise DIRECTA ?! Essa não a sentimos. Não sabemos sequer o que é trabalhar para ter dinheiro!

Já que foram criados alguns rótulos, vamos lá rotular-nos.
Boa tarde, eu chamo-me Ricardo Miguel.
E eu, Ricardo Miguel.

É certo que vivemos num prédio citadino, compramos produtos de marca branca (não da É, não exageremos) mas já vimos a crise em mais sítios para além do telejornal ou num jogo do Benfica.

Os papás dizem-nos: "Não gastes dinheiro à balda, o meu salário não chega" ou "É a conta da luz, a conta da água, é o seguro do carro, tenho €650 para pagar!" e é nesta altura que o cérebro se desliga.
Nós dizemos, "Sim, está bem, está bem.".
Mas se acusamos a mamã de comprar malas e/ou sapatos a mais, já nos chateiam.

De modo geral, não sentimos a crise na pele.
Continuamos a comprar as mesmas coisas. O mesmo cafézinho, o mesmo tabaquinho (isto é coisa do Cláudio), o mesmo bolinho, o mesmo pequeno-almocinho fora de casinha, os nossos luxuzinhos, e assim. Tal como há 2 ou 3 anos atrás.

Portanto... (agora como não sabemos o que dizer mais, vamos reencarnar no Afonso Martim, e comprar €20 de erva, para ganhar inspiração)


Até à próxima!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

IDDCNJ

Em primeiro lugar quero separar o conceito "Jovem". E para o fazer decidi separar as diferentes camadas sociais por nomes que são característicos às mesmas (sim, há classes e camadas e estratos sociais, para grande desilusão de Miguel Portas e Bernardino Soares, que devem estar a pensar nisto nesse preciso momento..)



1) Tipo Afonso Martim

O
puto rico não sofreu nada de nada! Sim, o pai pode ter tido um congelamento no salário ou uma pequena redução para €13.254, o que fez com que a mãe fosse menos frequentemente ao CaiscaiShopping comprar porcarias. A irmã deixou de comprar aquela mala de €350 e o gato come uma comidinha um bocado mais rasca. Mas não há crise. O puto mal se apercebeu da crise e quando fala de crise faz um gesto com as mãos a imitar umas aspas. Continua a ser um putinho mimado e a gastar €20 por semana em erva e a comprar roupa nova de 15 em 15 dias.

2) Tipo Ricardo Miguel

Ora, o Ricardo Miguel, ou simplesmente
RM, é um miúdo que vive desafogadamente num prédio citadino ou numa moradia deslocada, no subúrbio do campo. Os pais cortam em tudo o que é considerado supérfluo: leite vigor passa a marca é; óleo fula passa a marca é; massa milaneza passa a marca é. E a marca é é que fica a ganhar, não é? É é! O máximo que lhe pode acontecer é ir jantar fora apenas uma vez de 15 em 15 dias e a roupa passa a ser comprada de 2 em 2 meses. Este tipo de puto não se apercebe muito da crise, mas sabe que ela existe. Já a viu no telejornal ou então viu um jogo do benfica.

3) Tipo Rui Zé

Bem, o Rui Zé já é um caso mais difícil. Como, muito provavelmente, já trabalha nas obras desde o 9º. ano e vive na
Damaia, uma solução é ir roubar. Mas os Rui Zés que ainda têm alguma noção do que está bem e mal (ainda bem que a maioria assim é), ele será despedido ou fica com salários em atraso. Acaba mal esta história. É que ele já deve ter um filho para criar! Como pagar o carro, as férias e os electrodomésticos? Pois, não paga.

4) Tipo
Adilson

O
Adilson é quem mais fica a ganhar com a crise! É que agora pode bater na polícia, queimar merdas e assaltar as pessoas honestas! Segundo Francisco Louçã, juntamente com toda a merdeira da esquerda, acha que o Adilson não tem culpa. A culpa é dos capitalistas que o tornaram criminoso. E ele agradece a boleia! Se levar com uma facada no lombo ao assaltar, ainda tem razão e o criminoso é quem se defendeu.

E esta é a minha percepção da crise e do impacto desta nos jovens. Espero que tenham gostado deste momento de leitura fácil e limitada. Bem, limitada mas é de propósito! Também sei escrever textos que começam por "e na imensidão da alma profunda, um crepúsculo abate-se ao cair do pano negro, solitário e redundante. Tão redundante que chega a cair na redundância de se redundar quando está a ser redundante. E isto? É redundante? Não, é estúpido"

Um abraço para os punks da Beira Interior

CBA, melhor não há!

PS: IDDCNJ = Impacto Directo Da Crise Nos Jovens

Impacto directo da Crise nos Jovens

Este é o tema que terá lugar esta semana.

A questão coloca-se, todos sabemos que estamos em tempo de crise,
mas em que é que isso (a crise), nos afecta directamente?

Escolhi a palavra "directamente", porque se fosse permitido falar de directa e indirectamente, não ia ser muito específico, e talvez aí fossemos por caminhos longos.




Seriedades um pouco à parte, deixo-vos aqui 2 vídeos engraçados:









Boas teclagens! =X

Resultados da Sondagem (Semana 3)

O 25 de Abril Sempre ( ou às vezes )

Carlos / Cláudio - 40% Cada um
Patrícia - 20%
Ricardo / Marta - 0% (nobody likes us)

O estado do tempo em estado líquido

Normalmente, seria mais um texto cheio de piada, mas a piada ficou com o Abílio.
Ou não.
Estranho será pensar, porque chamamos estado, não ao estado do tempo, mas ao próprio estado que nos governa, se virmos bem, actuamente, por consenso, vivemos num estado de merda, ou então num estado de calamidade, se for mais optimistas, podemos viver num estado de evolução social mais lenta do que deveria ser suposto, pois não acompanha a evolução económica, que está a recair, nem a tecnológica que não para, mas a sua utilidade pode ser posta em causa muitas vezes.
Mas e o estado do tempo, será intemporal? Depende se faz chuva ou não, mas decerto que está diferente, e nesta altura eu derivava esta conversa para as alterações climáticas, Al Gore, "Verdades Inconvenientes", Sétimo Selo, Os Verdes, etc, mas conversa é barata, e o que vos digo, é que este clima quente, húmido, misturado com vento, cinza e chuviscos, me dá vontade de não ter vontade, e perpetuo-me ano após ano com esta sensação de inércia, e se isto é mais pessoal, não há nada de tão impessoal como falar do tempo, porque tempo é tempo, e esse é diverso, poderia eu falar do tempo que faz hoje, ou do tempo que falta para fazer o tempo de amanhã, e por aí adiante, sem tipo fico eu.

sábado, 16 de maio de 2009


O sol não tardava a chegar, as nuvens encobertas rompiam-se por entre gargalhadas murmuradas de condensação. Raiavam as primeiras notas da manhã, enquanto revirava os olhos sem norte. O calor era leve e irrequieto, a brisa era persistente e alegre. Comportava-se como uma criança numa parque de diversões: de lábia doce e, sorrisos inocentes. O dia decorria vazio, com pequenas concentrações de palpitações, a temperatura mantinha-se estática, a uma intensidade melodramática, prestes a quebrar mas de manutenção moderada. Recortei as palavras mortas, colei os sorrisos e movimentos em pedaços soltos e preenchi as respirações com músicas e suspiros falíveis. O mundo satisfazia-se com pouco, festividades e seguranças estendiam-se pelas ruas, em grandes e pequenas manobras, de falibilidade redonda e desengonçada. No entanto, a música tocava ainda mais alto e ao mesmo tempo leve, em pés de veludo os movimentos voavam, a confusão era controlada e revirada, a determinação era deixada ao acaso visual e, ali continuava o sonho, ao fundo de um olhar, que apenas derretia o dia. Era mais um dia perfeito. O sol passeava-se nas ruas e, um som estridente reluzia no ar e, apreendia olhares e gargalhadas. O céu era mais alto, mas não estávamos muito longe.
Afinal.
Hoje casei-me.

Fotografia por moi meme.
Desde já as desculpas por não ter escrito ontem. Nem vim a casa, não deu mesmo.

Engraçado, agora que estou a pensar. Ontem era o meu dia de escrever sobre o estado do tempo e não me lembro de ter olhado sequer para o céu. Devia estar nublado mas mesmo assim um pouco abafado de vez em quando. Só naquela do tira casaco, veste casaco. Gosto tanto dessa temperatura quando está frio de t-shirt mas fica calor com algo por cima. Adoro mesmo. Não tenho noção da temperatura que esteve durante o dia, mas é com certeza qualquer coisa com dois dígitos.

O que o vosso amigo gosta é de um dia cheio de sol com céu limpo, sem estar muito calor. É das melhores coisas da vida, sair à rua e olhar para um céu completamente azul. Lindo. Vamos todos à praia!

Agora off-topic, fiquem com a nova obra de bloodyoctopus ex-membro deste bonito e inteligente blogue. O seu nome é Abílio e ele anda por aí. Tenham medo, muito medo!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Faça chuva ou faça sol...

Antes de mais peço desculpa por não ter postado ontem, mas foi-me impossível.

Vou falar um pouco sobre o tempo ideal para mim.
Gosto dos dias com pouca luz, um pouco nublados, mas com nuvens brancas,
onde apenas se sente uma ligeira brisa. Dias em que está frio (ou calor) suficiente para me aguentar com uma tshirt e uma camisola de algodão de manga comprida por cima da outra.

Vá, algo do género do que está aqui em cima.



Dia 13-Maio-2009:

14h19:
Lisboa - Nublado - 19º
Azeitão - Sol - 20º

15h19:
Lisboa - Nublado - 19º
Azeitão - Sol - 21º

16h59:
Lisboa - Sol - 20º
Azeitão - Sol - 19º

18h36:
Lisboa - Sol - 20º (não sei porquê, fui ao terraço, e estava tudo nublado)
Azeitão - Nublado - 18º

19h28:
Lisboa - Sol - 19º
Azeitão - Nublado - 18º

20h15:
Lisboa - Nublado - 18º
Azeitão - Nublado - 17º

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Retirei estas informações da mini-aplicação das temperaturas, da barra lateral do Windows.

Vamos tirar conclusões.

Lisboa, sol: Okay, existe. E às vezes muito forte.
Mas outras vezes é difícil distinguir uma nuvem natural, de uma nuvem de smog!

Azeitão: Para mim está sempre bom tempo, às vezes podia estar menos vento ou humidade à noite.

Relativamente à temperatura, depois de almoço, a temperatura esteve mais alta em Azeitão do que Lisboa, a partir das 18h, começou a ficar mais nublado e frio em Azeitão.


Escolhi Lisboa, porque era onde estava, e Azeitão que é para onde vou aos fins de semana...



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Mas o que eu gosto mesmo, é de poder estar à noite, de t-shirt, na rua.
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